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Como os brasileiros usam a IA para fins de saúde? Entenda os tópicos populares, os hábitos mais comuns e seus riscos

Não é novidade: a inteligência artificial já faz parte do cotidiano… e tudo indica que veio para ficar. Cada vez mais presente em tarefas do dia a dia, a tecnologia também tem sido usada pelos pacientes para buscar informações sobre saúde, esclarecer dúvidas rápidas e tentar compreender melhor sintomas, exames ou orientações médicas. 

No nosso novo estudo sobre o tema, por exemplo, que investigou como a população tem usado a IA quando o assunto é saúde, 71% dos entrevistados revelaram: recorreram à inteligência artificial no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou possíveis doenças, o que evidencia como essas plataformas vêm se consolidando como um canal de informação antes e depois de uma consulta.

Mas, afinal, que tópicos mais levam os brasileiros à IA todos os meses? Quais são os riscos de se recorrer a esse tipo de tecnologia para lidar com questões médicas? A seguir, você confere os principais insights do levantamento realizado pelo Olá Doutor, baseado em entrevistas com centenas de pacientes de todas as regiões: 

IA e saúde: esses são os tópicos mais populares entre os brasileiros 

Em um contexto marcado pela busca por mais agilidade nos serviços de saúde e a popularização da IA no cotidiano, nossos dados comprovam como, nos últimos anos, a tecnologia passou a ocupar um espaço cada vez mais presente na rotina dos pacientes, antes ou após uma consulta médica. 

Ao serem questionados, por exemplo, 71% dos entrevistados em nosso novo estudo afirmaram ter recorrido à IA no último ano para tirar dúvidas sobre sintomas ou doenças, prática ainda mais comum entre pessoas com doenças crônicas (81,4%) se comparadas àquelas que que não convivem com condições contínuas de saúde (61,6%). 

Outras diferenças também aparecem quando se observa o perfil dos usuários: as mulheres brasileiras tendem a utilizar mais a IA para questões médicas do que os homens (74,5% contra 66,2%), hábito também mais frequente entre entre os estudantes e pessoas de até 30 anos — grupos que mais recorreram à tecnologia nos últimos doze meses.

Na prática, é possível dizer que canais como o ChatGPT e Gemini têm servido como uma espécie de ferramenta de apoio para compreender orientações ou informações técnicas. 

Não por acaso, metade dos entrevistados (49%) afirmaram ter usado a IA nos últimos meses para pesquisar sobre medicamentos, 41,6% recorreram à tecnologia para entender diagnósticos e 35,4% disseram usá-la para interpretar exames ou laudos. 

Mas, afinal, quais tópicos de saúde vêm levando a população até a inteligência artificial recentemente?

Quando o assunto são os temas que mais despertam as buscas, sintomas gerais, como febre, dores e desconfortos lideram o ranking (59,6%), seguidos por nutrição e alimentação (54%) e questões de saúde mental, como ansiedade, estresse ou depressão (46,8%). 

Quais os riscos de se recorrer à IA para fins de saúde?

Mais do que um recurso para esclarecer dúvidas rápidas, identificamos que o uso da IA também vem influenciando a forma como os brasileiros observam e interpretam a própria saúde, afetando a maneira como a população se informa e toma decisões relacionadas ao próprio corpo e organismo. 

Entre os efeitos positivos identificados pelos entrevistados, muitos relataram uma postura mais ativa em relação aos cuidados pessoais: cerca de 58,8% afirmaram ter passado a prestar mais atenção em sintomas e sinais do próprio corpo após utilizar ferramentas de IA, enquanto 52,4% disseram se informar com maior frequência sobre prevenção e cuidados de saúde.

Além disso, uma parcela considerável destacou ter adotado mudanças de hábitos no dia a dia (45,4%), incluindo melhorias na alimentação ou na rotina de atividades físicas. 

Por outro lado, o estudo também revela que o uso dessas ferramentas pode trazer uma série de riscos sem a orientação médica adequada. Muitos respondentes, por exemplo, afirmaram ter passado a pesquisar de forma excessiva sobre possíveis doenças (20,2%) ou se tornar mais ansiosos em relação à saúde após recorrer à IA (16,8%).

Em alguns casos, a interpretação das informações também gerou distorções: 3 em cada 10 deles relataram já ter interpretado um sintoma como mais grave do que realmente era, ao passo que 22,4% minimizaram sinais que depois se mostraram mais sérios. 

gráfico de reações tópicos saúde com IA

Qual será o futuro da IA na saúde? As apostas dos brasileiros 

Embora o uso da IA para esclarecer dúvidas médicas já faça parte da rotina de muitos brasileiros, essa relação, segundo os respondentes, ainda é marcada por certo nível de cautela.

De forma geral, mais da metade dos entrevistados (52,8%) afirmaram ter algum grau de desconfiança quanto ao armazenamento de seus dados de saúde, por exemplo, entre aqueles que confiam parcialmente (33,8%), confiam pouco (12,6%) ou não confiam de forma alguma nesse tipo de tecnologia quando o assunto são informações pessoais (6,4%). 

É um cenário que ajuda a explicar como a população enxerga o futuro da inteligência artificial no setor: quando questionados sobre os próximos anos, a maioria dos ouvidos acreditam que tal tecnologia deve avançar, mas com certas limitações e cuidados

Pensamento dos brasileiros sobre a iA na saúde

Para 29,8% dos respondentes, a IA tende a impulsionar certas inovações na saúde, desde que acompanhada por regulamentações adequadas, enquanto 26,8% acreditam que seu uso será mais restrito — funcionando principalmente como uma ferramenta de apoio, e não uma sucessora do trabalho médico.

Metodologia 

Para entender o impacto da IA nos hábitos de saúde dos brasileiros, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que exploraram a frequência com que recorrem à IA para fins de saúde, os tópicos mais populares nas ferramentas e seus impactos no dia a dia. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelos entrevistados. 

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