Afinal, quem amamenta pode tomar dipirona, fazer tatuagem ou doar sangue? Se, enquanto amamentava, você se pegou fazendo alguma dessas perguntas, não se preocupe: quem está passando por essa fase acumula perguntas assim quase todos os dias, e boa parte delas não espera a próxima consulta para aparecer.
Para se ter uma ideia, nos últimos 12 meses, o Google Brasil registrou mais de 6,9 milhões de buscas sobre amamentação, como destaca nosso mais novo levantamento, produzido em celebração ao Agosto Dourado — mês de conscientização sobre o aleitamento materno.
Os dados revelam que as pesquisas vão muito além das posições e técnicas de amamentação. Entre os temas que mais despertam o interesse estão o uso de medicamentos, alimentação, procedimentos estéticos e cuidados com a própria saúde, mostrando que as preocupações envolvem tanto o bem-estar do bebê quanto o da mulher durante esse período.
Quer saber quais são as demais pesquisas comuns sobre o assunto na internet? Abaixo, reunimos as dúvidas que mais apareceram nessas buscas, com a orientação dos especialistas para cada uma delas. Confira:

Quem amamenta pode tomar mounjaro?
Embora não faltem dúvidas entre quem amamenta, as pesquisas mais recentes no Google Brasil revelam um padrão: grande parte dos questionamentos está relacionada ao uso de medicamentos durante o período de aleitamento.
Nos últimos 12 meses, a pergunta que mais gerou buscas entre quem amamenta foi “quem amamenta pode tomar mounjaro?”, responsável por mais de 71 mil pesquisas e líder isolada do ranking.
O consenso entre especialistas, no entanto, é de atenção: na falta de estudos suficientes que garantam a segurança do uso nesse período, a exposição de gestantes ao fármaco deve ser evitada e, caso a gravidez ocorra durante o uso, o ideal é que o tratamento seja interrompido.
Isso porque, de forma geral, falamos de medicamentos que podem afetar o apetite e a disposição materna de forma mais ampla, o que reflete diretamente na amamentação. De toda forma, qualquer avaliação sobre o tema deve ser feita de maneira individual, com acompanhamento médico, preferencialmente no período pós-desmame.
Outras dúvidas frequentes giram em torno de analgésicos e anti-inflamatórios de uso comum, como dipirona, ibuprofeno e nimesulida (134 mil buscas online), medicamentos comentados a seguir pela médica Manoella Ferreira.
“O ibuprofeno é considerado compatível com a amamentação pelo Ministério da Saúde e pela Sociedade Brasileira de Pediatria; a dipirona teve sua classificação de risco revista para cima nos últimos anos por fontes de referência internacionais; e a nimesulida é a que exige maior atenção, sendo frequentemente indicada sua substituição ou a suspensão temporária da amamentação enquanto durar o tratamento. A recomendação geral, portanto, permanece a mesma: nenhum medicamento — mesmo os de uso corriqueiro — deve ser tomado sem orientação profissional durante esse período.”
Da tatuagem à doação de sangue: dúvidas comuns de quem amamenta
Além dos medicamentos, outras questões recorrentes mostram que as dúvidas de quem amamenta vão muito além da farmacologia, passando por crenças populares, cuidados estéticos e hábitos voluntários, como a doação de sangue.
Entre os temas que mais despertam curiosidade está a relação entre amamentação e peso, com “amamentar emagrece” somando cerca de 45.240 buscas em 12 meses. E não é bem um mito: para produzir leite, o corpo materno consome energia extra, o que pode favorecer a perda de peso no período pós-parto.
O efeito, porém, não é regra, variando de organismo para organismo, a depender de fatores como alimentação, metabolismo e qualidade do sono.
Outra dúvida comum entre quem amamenta é sobre a possibilidade de fazer tatuagem durante o período, tema por trás de 42 mil buscas online. Mais uma vez, a recomendação é de cautela, já que o procedimento envolve riscos, como a transmissão de infecções ao bebê e a exposição a substâncias presentes nas tintas utilizadas, o que reforça a importância de buscar orientação médica antes de realizá-la.
Já entre quem amamenta e deseja doar sangue, a orientação parte do próprio Ministério da Saúde, que recomenda voltar às doações após um ano de amamentação.
Isso porque, nos primeiros meses, a produção de leite exige uma reserva maior de vitaminas e minerais, e a doação pode aumentar o risco de carências nutricionais. Ou seja: trata-se de um cuidado pensado, sobretudo, para preservar tanto a saúde da mãe quanto a do bebê.
Telemedicina: uma aliada de quem está amamentando
Diante de tantas dúvidas sobre amamentação e medicamentos, procedimentos estéticos ou cuidados com a própria saúde, vale lembrar que a internet pode ser um ponto de partida, mas não substitui a orientação médica.
Hoje, com a telemedicina e as consultas via chat, é possível esclarecer essas questões em poucos minutos, sem sair de casa e respeitando a rotina intensa de quem acabou de ter um bebê.
Aqui no Olá Doutor, nosso modelo de atendimento 100% online acompanha diferentes momentos da jornada de cuidado, oferecendo acesso rápido a profissionais para que decisões sobre a amamentação sejam tomadas com mais segurança e tranquilidade.
Metodologia
Para desvendar as principais dúvidas sobre amamentação na internet, foram consideradas pesquisas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses.
A investigação foi pautada pelas expressões “amamentação”, “amamentar” e suas variações, abrangendo todas as buscas relativas ao tópico nas cinco regiões nacionais.
Em seguida, os termos mais pesquisados foram dispostos em um ranking, no qual você confere o volume total de buscas no último ano.