A enxaqueca não é apenas uma dor de cabeça comum. Para quem convive com ela, uma crise pode significar perder horas do dia, precisar se afastar de telas, luzes e barulhos ou até cancelar compromissos por causa da intensidade da dor.
O problema é que muita gente passa anos tentando lidar sozinha com as crises, sem saber quando procurar um médico, qual especialista buscar ou se aqueles sintomas fazem parte mesmo de uma enxaqueca.
Se identificou? Saiba que entender melhor como ela funciona é o primeiro passo para encontrar formas de controlar a dor e recuperar a sua rotina. Ou seja, seu primeiro passo é seguir aqui com a gente para entender:
- Qual médico trata enxaqueca;
- Qual o melhor médico para tratar enxaqueca;
- Qual exame é feito para saber se tem enxaqueca;
- Quais são os 3 tipos de enxaqueca;
- Se quem tem enxaqueca pode tomar ômega 3.
Vamos lá?
Qual médico trata enxaqueca?
Depende da frequência, da intensidade das crises ou da presença de sinais de alerta. As alternativas que um paciente tem são:
- Médico generalista: é capacitado para fazer a avaliação inicial da enxaqueca, identificar os sintomas, descartar causas mais comuns de dor de cabeça e indicar o tratamento mais adequado para aliviar as crises. Em muitos casos, esse acompanhamento já é suficiente para controlar os sintomas;
- Neurologista: é o especialista indicado quando as crises são frequentes, intensas, não melhoram com o tratamento inicial ou apresentam características que exigem uma investigação mais detalhada.
Qual o melhor médico para tratar enxaqueca?
Casos leves podem ser acompanhados por um médico generalista. Agora, se você sofre com dores muito intensas ou de difícil controle, vale a pena buscar um neurologista.
Não tem certeza sobre qual caminho seguir? A gente te ajuda.
Casos leves ou ocasionais
Aqui, estamos falando daqueles momentos em que a enxaqueca aparece de forma mais leve e esporádica, muitas vezes como aquela dor de cabeça chata que vai e volta ao longo da semana, mas ainda permite que você siga com a rotina. Para essas situações, o acompanhamento com um médico generalista geralmente é suficiente.
Nesses casos, a dor pode surgir após um dia cansativo, estresse ou poucas horas de sono. Incomoda, é claro, mas não te impede totalmente de trabalhar ou seguir com as atividades do dia a dia.
Esse profissional pode confirmar o diagnóstico, orientar mudanças simples de hábitos, como melhorar o sono, a alimentação e a hidratação, além de indicar medicamentos para aliviar as crises quando elas aparecem e acompanhar se o quadro está evoluindo ou piorando.
Crises frequentes ou incapacitantes
Quando as crises passam a ser mais intensas ou frequentes, a ponto de realmente atrapalhar a vida da pessoa, o neurologista se torna o especialista mais indicado.
Isso acontece, por exemplo, quando a dor é tão forte que você precisa parar tudo o que está fazendo, se deitar em um quarto escuro, não consegue trabalhar, estudar ou cuidar das tarefas básicas do dia. Muitas vezes, a dor vem acompanhada de náuseas, vômitos, sensibilidade extrema à luz, ao som ou até ao cheiro, o que torna praticamente impossível manter uma rotina normal.
Nesses casos, mesmo os remédios comuns podem não funcionar bem ou só trazer um alívio parcial.
O neurologista pode investigar melhor o quadro, descartar outras causas, indicar tratamentos preventivos e ajustar a medicação para reduzir tanto a frequência quanto a intensidade das crises. O especialista também entra aqui pois esses sintomas podem ser indicadores de algo mais sério, então vale a pena a investigação mais profunda.
Qual exame é feito para saber se tem enxaqueca?
Na maioria dos casos, aqueles menos complexos, não existe um exame específico que confirme a enxaqueca. O diagnóstico é feito principalmente pela avaliação clínica, ou seja, pela conversa entre médico e paciente.
Vem entender melhor quando exames são feitos e quando não são necessários.
Diagnóstico clínico
Na consulta, o médico generalista vai te ouvir com atenção e fazer perguntas bem práticas do dia a dia:
- Quando essa dor começou a aparecer;
- Quanto tempo ela costuma durar;
- Onde exatamente você a sente;
- Se é uma dor mais pulsante ou “em aperto”;
- O que costuma piorar ou aliviar.
Também é comum perguntar se, junto da dor, você sente enjoo, vômitos ou uma sensibilidade maior à luz e ao som (coisas que muita gente com enxaqueca reconhece facilmente).
Com essas informações e um exame físico e neurológico simples, o médico geralmente já consegue identificar o padrão da enxaqueca e diferenciar de outros tipos de dor de cabeça. Ou seja, muitas vezes o diagnóstico está mais no que você conta do que em máquinas ou exames.
Exames para descartar outras causas
Agora, em alguns casos, o médico pode sim pedir exames como tomografia, ressonância magnética ou até exames de sangue. Mas é importante entender: esses exames não “mostram” a enxaqueca.
Eles servem para outra coisa: garantir que não existe nenhuma outra causa por trás daquela dor de cabeça. Isso é mais comum quando a dor aparece de um jeito diferente do habitual, é muito intensa, surge de forma repentina ou vem acompanhada de sinais que chamam atenção.
Nessas situações, o objetivo é descartar problemas como infecções, alterações nos vasos sanguíneos, tumores ou outras condições neurológicas. Na grande maioria das vezes, os exames vêm normais, o que também ajuda a reforçar o diagnóstico de enxaqueca e traz mais segurança para o tratamento.
Quando procurar atendimento de urgência?
Se a dor for diferente das crises que você costuma ter ou vier acompanhada de outros sintomas importantes, o ideal é procurar atendimento de urgência. Veja alguns sinais de que o problema pode ser grave:
- A pior dor de cabeça da sua vida: se você sentir uma dor de cabeça muito forte que aparece de forma súbita, em segundos ou poucos minutos, não espere para ver se melhora. Esse tipo de dor pode indicar uma condição grave e precisa ser avaliado imediatamente;
- Alterações na fala, na força ou na visão: se, junto da dor de cabeça, você perceber dificuldade para falar, fraqueza em um lado do corpo, perda de visão, visão dupla ou dificuldade para caminhar, procure atendimento o quanto antes, pois esses sintomas podem indicar um problema neurológico;
- Febre, rigidez no pescoço ou confusão: ou ainda dificuldade para encostar o queixo no peito, desorientação e sonolência intensa. Nesse caso, tratar apenas com analgésicos comuns pode não dar certo, já que os sinais indicam a necessidade de atendimento imediato;
- Dor que não melhora: se você já tomou o medicamento indicado pelo médico e, mesmo assim, a dor continua muito intensa por muitas horas, piora progressivamente ou impede que você consiga beber água, se alimentar ou realizar qualquer atividade, vale procurar um pronto atendimento;
- Mudança no padrão da enxaqueca: se você convive com enxaqueca há anos, conhece bem como são as suas crises e, de repente, percebe que a dor mudou completamente de intensidade, duração ou sintomas, também é importante ser avaliado. Uma dor de cabeça diferente da habitual merece investigação para descartar outras causas.
Quais são os 3 tipos de enxaqueca?
A enxaqueca pode aparecer de três formas:
- Enxaqueca sem aura;
- Enxaqueca com aura;
- Enxaqueca crônica.
A classificação depende principalmente dos sintomas, da frequência das crises e de como elas afetam a rotina da pessoa. Vem entender melhor o que muda de uma para a outra.
Enxaqueca sem aura
Esse é o tipo mais comum de enxaqueca e muita gente sente esse padrão de dor ao longo da vida. A crise costuma vir com dor forte, muitas vezes em apenas um lado da cabeça, com aquela sensação de pulsação ou batida.
Em alguns casos, a dor fica tão intensa que a pessoa precisa parar o que está fazendo.
Junto com a dor, podem surgir enjoo, vômitos e uma sensibilidade grande à luz, aos sons e até a cheiros do dia a dia. É por isso que, nesses casos, ficar em um ambiente calmo e com pouca iluminação costuma ajudar bastante.
Nesse tipo, a dor começa sem sinais neurológicos antes da crise. Ou seja, não aparecem alterações na visão, formigamentos ou outros sinais de alerta antes da dor começar.
Enxaqueca com aura
Esse tipo acontece quando alguns sinais extras surgem antes, ou ao mesmo tempo que a dor de cabeça. Aliás, esses sinais recebem o nome de “aura”, e em geral se tratam de problemas que afetam a visão.
Você talvez reconheça eles: é quando a pessoa começa a enxergar pontos brilhantes, linhas em zigue-zague ou manchas que atrapalham a visão por alguns minutos.
Além disso, há quem sinta formigamento em certas partes do corpo, dificuldade momentânea para falar ou uma sensação estranha na sensibilidade da pele. São sintomas que costumam durar pouco tempo.
Enxaqueca crônica
Temos aqui a enxaqueca que acontece quando a dor de cabeça surge em 15 ou mais dias por mês, por pelo menos três meses. Em parte desses dias, a dor tem aquelas características típicas de enxaqueca, como pulsação, sensibilidade à luz e enjoo.
Esse tipo costuma impactar bastante a rotina. Afinal, fica difícil manter o ritmo de trabalho, estudos e até atividades simples do dia a dia, já que as crises se tornam frequentes.
Por isso, esse é um tipo de quadro que pede acompanhamento médico mais próximo. O objetivo é reduzir a frequência das crises e melhorar a qualidade de vida, para que a dor não domine a rotina.
Quem tem enxaqueca pode tomar ômega 3?
Sim, pessoas com enxaqueca podem tomar ômega 3, mas é importante entender que ele não funciona como um tratamento principal para as crises. Com orientação médica, ele pode ser usado como um complemento, embora não substitua a avaliação nem os medicamentos que costumam ser necessários para controlar a enxaqueca.
O ômega 3 é um tipo de gordura com ação anti-inflamatória, que a gente encontra naturalmente em alimentos como peixes (salmão, sardinha e atum, por exemplo) e também em forma de suplemento, nas farmácias. Em termos simples, ele é bastante estudado porque participa de processos do corpo ligados à inflamação, o que naturalmente desperta interesse quando falamos de condições como a enxaqueca.
De acordo com estudos experimentais e revisões sobre o tema, existem indícios de que o ômega 3 pode ajudar a modular esses processos inflamatórios e até reduzir a produção de algumas substâncias envolvidas na dor. Por isso, surgiu a hipótese de que ele poderia contribuir para diminuir a frequência ou a intensidade das crises em algumas pessoas.
Mas é importante ir com calma aqui: apesar desses achados serem promissores, os resultados ainda são bem variáveis. Ou seja, enquanto algumas pessoas podem perceber algum benefício, outras não notam diferença significativa. Por isso, a ciência ainda não permite afirmar um efeito definitivo do ômega 3 para todos os casos de enxaqueca.
Na dúvida, antes de começar a usar qualquer suplemento, o ideal é conversar com um profissional de saúde, principalmente se você já faz uso de remédios para enxaqueca, anticoagulantes ou tem outras condições.
E vale lembrar que o controle da enxaqueca geralmente envolve um conjunto de cuidados, como identificar gatilhos, manter uma rotina de sono mais regular, ajustar a alimentação e seguir o tratamento indicado pelo médico.
Consulte com um médico generalista em instantes
Da próxima vez que a enxaqueca chegar para atrapalhar o seu dia, você não precisa passar por ainda mais desconforto indo até um consultório ou enfrentando filas em uma sala de espera barulhenta. No Olá Doutor, você pode iniciar uma consulta imediata com um médico generalista em apenas alguns instantes.
Não precisa agendar, nem ligar sua câmera: via chat, você explica os seus sintomas e o profissional que te atender vai te orientar sobre qual a melhor maneira de aliviar a sua dor de cabeça, ou quais são os próximos passos do tratamento.
É fácil assim: basta baixar o app do Olá Doutor para cuidar da sua saúde com mais praticidade.