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Qual médico cuida da garganta e do nariz: consultas, exames e cuidados

O otorrinolaringologista, mais conhecido como otorrino, é o médico especializado em ouvidos, nariz e garganta. Veja o que trata, e como consultar um.

O otorrinolaringologista, mais conhecido como otorrino, é o médico especializado em ouvidos, nariz e garganta, três regiões que estão anatomicamente conectadas e que, por isso, os sintomas que aparecem em alguma geralmente levam a alguma alteração que afeta o conjunto como um todo.

Afinal, nariz entupido, rouquidão, dor de garganta, ouvido tampado, zumbido e alguns tipos de tontura podem ter origens relacionadas, e o otorrino é o profissional treinado para olhar para todos esses sinais e identificar de onde o problema realmente está vindo. 

Quer entender melhor quando procurar um otorrino e o que ele faz exatamente? Siga por aqui para entender:

  • Qual especialista em nariz e garganta;
  • Quais sintomas e doenças o otorrino avalia;
  • Que médico marcar para tontura;
  • Quais exames o otorrino pode pedir para garganta;
  • Qual médico trata sinusite infantil;
  • Consulta com otorrino online: quando ela pode ajudar;
  • Quais sintomas exigem atendimento médico imediato.

Vamos lá?

Qual especialista em nariz e garganta? 

O otorrinolaringologista é o especialista que cuida do nariz, da garganta e dos ouvidos. Mas a atuação dele vai além dessas três regiões: o otorrino também avalia alterações na voz, na audição, no equilíbrio, no olfato e até na forma como você engole.

Então, se você vive com o nariz entupido, tem crises frequentes de sinusite, percebe que a garganta inflama com facilidade ou está com uma rouquidão que simplesmente não vai embora, esse pode ser o profissional certo para investigar o que está acontecendo.

Como essas regiões estão bastante conectadas, às vezes a origem do incômodo está justamente onde você menos imaginava.

O que o otorrinolaringologista trata?

O campo de atuação do otorrino é bem amplo. Entre os problemas que esse profissional pode investigar e tratar estão:

  • Rinites e sinusites;
  • Desvio de septo e outras alterações que dificultam a respiração pelo nariz;
  • Amigdalites e outras inflamações da garganta;
  • Rouquidão e alterações nas cordas vocais;
  • Otites e outros problemas do ouvido;
  • Zumbido e perda auditiva;
  • Alterações do equilíbrio e alguns tipos de vertigem;
  • Ronco e problemas relacionados à passagem do ar durante o sono;
  • Dificuldade para engolir;
  • Alterações do olfato.

Muitas vezes, uma consulta começa por um sintoma e acaba revelando uma causa em outra região. Você pode ter queixas sobre sua respiração ou sua qualidade do sono, por exemplo, e descobrir que o problema começa com um nariz que está constantemente obstruído.

Quando começar pelo médico generalista ou pediatra?

Quando o sintoma ainda está muito no começo ou não está claro de onde ele vem, um médico generalista pode fazer a primeira avaliação da sua situação.

Esse caminho é bastante adequado para aqueles dias em que você acorda sentindo dor de garganta, com coriza ou um pouco febril. 

Sintomas assim apontam para várias direções: pode ser um resfriado, uma infecção de garganta, uma crise de rinite acompanhada de outros sintomas ou várias outras situações. Ou seja, pode ou não se tratar de um caso que deve ser analisado por um otorrino.

Então, o generalista entra como o primeiro profissional a te atender para avaliar o conjunto, orientar os primeiros cuidados e identificar se há motivo para procurar um otorrino ou outro especialista.

Com crianças, o pediatra pode cumprir esse mesmo papel, avaliando quadros respiratórios, febre, dor de garganta, secreção nasal e outros sintomas comuns da infância. Agora, se houver episódios repetidos, sintomas persistentes ou necessidade de uma investigação mais específica, muito provavelmente o próximo passo será buscar um otorrinolaringologista.

Quais sintomas e doenças o otorrino avalia? 

Você pode chegar ao consultório do otorrino por sintomas bem diferentes entre si. Entre os mais comuns estão:

  • Dor e inflamação na garganta: resfriados e outras infecções virais estão entre as causas mais frequentes, mas a garganta também pode inflamar por infecções bacterianas, amigdalite, laringite, alergias, irritação por fumaça ou até refluxo. Se a dor aparece muitas vezes, não melhora como esperado ou vem acompanhada de dificuldade para engolir, merece avaliação médica;
  • Rinite e sinusite: a rinite é uma inflamação do revestimento interno do nariz e pode causar espirros, coriza, coceira e congestão. Já a sinusite envolve os seios da face, que são as cavidades localizadas ao redor do nariz, dos olhos e da testa. Além do nariz entupido e da secreção, pode haver pressão ou dor na face e redução do olfato. As duas condições podem aparecer juntas;
  • Alterações na voz, língua e deglutição: rouquidão, voz mais fraca ou áspera, esforço para falar, engasgos frequentes, tosse ao comer, sensação de alimento parado na garganta e dificuldade para engolir são alguns exemplos. Alterações na mobilidade da língua, dor ou lesões persistentes na região da boca também podem precisar de avaliação;
  • Problemas no ouvido e na audição: dor, secreção, sensação de ouvido tampado, zumbido, infecções recorrentes e dificuldade para ouvir fazem parte das queixas avaliadas pelo otorrino. Alguns problemas ficam no ouvido externo ou no médio, enquanto outros atingem o ouvido interno, região que participa tanto da audição quanto do equilíbrio.

Que médico marcar para tontura? 

Para casos de tontura, o profissional mais adequado depende bastante de como esse sintoma aparece. Um otorrino pode participar da investigação, principalmente quando há suspeita de alteração do sistema responsável pelo equilíbrio. Se você não sabe nem por onde começar, porém, um médico generalista pode fazer uma avaliação inicial e direcionar o atendimento.

E vale explicar bem o que você chama de tontura, já que esse é um sintoma que se manifesta de formas distintas. 

Para algumas pessoas, é como se o ambiente estivesse girando. Para outras, é uma sensação de cabeça leve, quase como se fossem desmaiar. Também pode ser um desequilíbrio leve ao caminhar, uma sensação de flutuação ou aquela impressão de estar “bambo”. Inclusive, dar detalhes sobre o tipo exato de tontura que você está sentindo ajuda bastante durante a consulta, seja com um otorrino ou com um médico generalista.

As causas também variam bastante. Uma tontura pode aparecer, por exemplo, por alterações na pressão arterial, desidratação, anemia, queda de glicose, efeitos de alguns tratamentos, enxaqueca, problemas cardiovasculares ou neurológicos. É por isso que não se pode chamar de labirintite qualquer tontura sentida.

Quando a tontura pode estar relacionada ao ouvido

Pode parecer curioso, mas uma parte importante do nosso sistema de equilíbrio fica no ouvido interno, pois nessa região fica o sistema vestibular. Ele é o responsável por perceber a posição e os movimentos da cabeça, além de enviar essas informações ao cérebro. 

O órgão, por sua vez, combina esses sinais com informações da visão e de outras partes do corpo para ajudar você a permanecer em equilíbrio.

Quando alguma parte desse sistema não funciona como deveria, a vertigem aparece (inclusive, náuseas e dificuldades para se manter em pé também podem surgir aqui, mas tudo depende da causa). Algumas pessoas também relatam sentir zumbidos, sensação de pressão no ouvido ou mudanças na audição.

Um exemplo bem conhecido dessa relação entre tontura e ouvido é a vertigem posicional paroxística benigna, ou VPPB, que costuma provocar crises curtas de vertigem, que iniciam por conta de determinados movimentos da cabeça. No entanto, lembre-se que há ainda outras condições do ouvido interno que podem causar sintomas semelhantes, por isso a avaliação médica é importante antes de tirar qualquer conclusão sobre a origem do problema.

Quando procurar outro especialista

Dependendo dos outros sintomas, a investigação pode envolver profissionais diferentes além do otorrino, como:

  • Cardiologista: quando a tontura aparece junto de palpitação, desmaio, queda de pressão ou sintomas que levantem suspeita de problema cardiovascular;
  • Neurologista: quando há alterações neurológicas, crises de enxaqueca ou outros sinais que indiquem que a origem pode estar no cérebro ou no sistema nervoso;
  • Médico generalista: quando você ainda não sabe qual é o padrão da tontura ou apresenta sintomas que podem ter várias causas.

Inclusive, saiba que começar pelo generalista costuma facilitar bastante quando a queixa ainda está vaga. Se optar por esse caminho, conte como é a sensação, quando ela começou, quanto tempo dura, o que parece desencadeá-la e quais sintomas aparecem junto. 

Quais exames o otorrino pode pedir para garganta? 

A escolha do exame vai sempre depender do que você está sentindo. Para problemas de garganta, voz e deglutição, por exemplo, alguns testes permitem observar regiões que não são visíveis apenas abrindo a boca. Outros podem ser solicitados quando existem sintomas que envolvem o nariz, os ouvidos ou a audição.

Veja só algumas das possibilidades:

  • Nasofibrolaringoscopia: usa um aparelho fino e flexível, com uma pequena câmera na ponta, que passa cuidadosamente pelo seu nariz. Com ele, o médico consegue observar partes do nariz, da faringe e da laringe, onde ficam as cordas vocais. Pode ser útil na investigação de rouquidão, alterações da voz, sensação de algo parado na garganta e determinados problemas de deglutição;
  • Endoscopia nasal: também utiliza um pequeno aparelho com câmera, mas o objetivo principal aqui é observar o interior do nariz e as regiões de drenagem dos seios da face. O exame ajuda a identificar secreções, inflamações, pólipos, alterações do septo ou outras obstruções que podem estar por trás de sintomas nasais persistentes;
  • Exames de audição e equilíbrio: se houver também perda auditiva, zumbido, sensação de ouvido tampado, vertigem ou desequilíbrio, o médico pode solicitar exames específicos. A audiometria é um deles, e mede como a pessoa percebe diferentes sons;
  • Exames de imagem: uma tomografia computadorizada ou uma ressonância magnética não são necessárias em todo quadro de garganta, rinite ou sinusite. Elas entram mais quando o médico precisa enxergar com mais detalhes alguma estrutura ou investigar determinadas causas e complicações. Em casos de sinusite, por exemplo, a tomografia pode mostrar os seios da face e ajudar em situações específicas, especialmente quadros crônicos ou mais complexos.

Qual médico trata sinusite infantil? 

A sinusite infantil pode ser avaliada tanto pelo pediatra quanto pelo otorrinolaringologista pediátrico. Se você está lidando com um primeiro episódio ou com sintomas respiratórios que acabaram de surgir, o pediatra costuma ser um ótimo ponto de partida.

Nas crianças, aliás, nem sempre a sinusite aparece como aquela dor forte no rosto que muitos adultos associam à doença. Aqui, é comum prestar mais atenção em sintomas como nariz entupido, secreção nasal persistente e tosse que se prolonga depois de um resfriado ou uma gripe.

Também vale ficar de olho em casos de mau hálito, ou no hábito constante de limpar ou raspar a garganta também podem aparecer. Em situações mais intensas, febre e inchaço no rosto podem surgir também. Ao contrário do que se passa com adultos, porém, a dor de cabeça não é uma queixa tão frequente entre as crianças.

Outra particularidade da infância são as adenoides, um tecido localizado atrás do nariz. Quando aumentam muito de tamanho, podem dificultar a respiração nasal e a drenagem das secreções, e é por isso que crianças com esse problema podem respirar pela boca, roncar ou apresentar quadros repetidos de sinusite.

Quando procurar o pediatra

Você pode buscar um pediatra quando a criança está apresentando sintomas respiratórios pela primeira vez, ou quando aparecem junto de resfriados, febres, tosses e indisposição.

Essa primeira consulta importa bastante, aliás, porque coriza e nariz entupido são extremamente comuns na infância e não necessariamente apontam para uma sinusite. 

Antes de qualquer conclusão, o profissional precisa avaliar há quanto tempo os sintomas estão presentes, como evoluíram, se a criança melhorou e depois piorou, e se há sinais que apontam para alguma outra infecção.

Quando consultar um otorrino infantil

O otorrino infantil entra na investigação quando os episódios se repetem, o quadro demora para melhorar ou existem sinais de que alguma alteração do nariz e das vias respiratórias pode estar favorecendo o problema.

Aqui vai uma lista do que é importante contar ao otorrino durante o atendimento:

  • Se a criança passa por quadros de sinusites com frequência;
  • Se vive com o nariz entupido;
  • Se respira pela boca mesmo quando não está resfriada;
  • Se ronca com frequência;
  • Se dorme mal por causa da respiração;
  • Se apresenta infecções de ouvido repetidas;
  • Se parece ter dificuldade para ouvir;
  • Se mantém secreção nasal ou tosse por períodos prolongados.

Aqui, o nível de detalhe vem para ajudar o profissional a conduzir uma investigação que vai além do episódio atual, e se estende pela possibilidade de identificar uma rinite, um aumento das adenoides ou alguma alteração anatômica que ajude a explicar a repetição dos sintomas.

Consulta com otorrino online: quando ela pode ajudar? 

Uma consulta online com otorrino é bastante útil para avaliar sintomas, entender o seu histórico de saúde e definir os próximos passos do cuidado. É o momento no qual você deve explicar o que está sentindo, há quanto tempo o problema começou, se os sintomas já aconteceram antes e quais tratamentos ou exames já fez.

A partir dessa conversa, o médico pode orientar cuidados, avaliar exames anteriores, discutir tratamentos e dizer se o seu caso precisa de alguma avaliação presencial. Afinal, nem toda consulta com otorrino exige um procedimento naquele momento.

Situações que podem ser avaliadas por telemedicina

Uma consulta online é bastante parecida com uma consulta presencial na parte da conversa. O médico faz perguntas sobre seus sintomas, histórico de saúde, crises anteriores e outros detalhes relevantes.

Ela pode ser usada, por exemplo, para conversar sobre:

  • Dores ou irritações na garganta;
  • Rouquidão e mudanças na voz;
  • Sintomas de rinite;
  • Congestão nasal;
  • Crises recorrentes de sinusite;
  • Zumbido;
  • Tonturas e vertigens;
  • Ronco;
  • Resultados de exames;
  • Continuidade do cuidado.

Você também pode separar exames, laudos, receitas anteriores e uma lista dos tratamentos que usa, além de tentar lembrar quando cada sintoma começou e o que mudou desde então. Quanto mais claro e completo esse histórico for, mais informações o profissional terá para avaliar seu caso.

Quando o exame presencial é necessário

Você pode precisar de um atendimento presencial quando o otorrino precisar examinar fisicamente as estruturas que ficam dentro do nariz, da garganta ou do ouvido, já que esses procedimentos são feitos com equipamentos específicos.

Se o médico precisar observar com detalhes as cordas vocais, o interior das cavidades nasais, o tímpano ou outras estruturas, por exemplo, será necessário fazer uma avaliação presencial ou algum exame. O mesmo vale quando são solicitados testes de audição e equilíbrio. 

Mas não se preocupe: se isso for necessário, o profissional que faz a consulta online vai explicar qual exame é indicado e por que ele é necessário antes de fazer a solicitação.

Quais sintomas exigem atendimento médico imediato?

Você deve procurar um serviço de urgência se estiver sentindo:

  • Dificuldade intensa para respirar;
  • Incapacidade de engolir ou saliva escorrendo porque não consegue engolir;
  • Piora muito rápida de um inchaço ou quadro da garganta;
  • Tontura súbita e intensa acompanhada de fraqueza ou dormência em um lado do corpo;
  • Fala enrolada, confusão ou alteração súbita da visão;
  • Desmaio ou convulsão;
  • Dor forte no peito associada à tontura;
  • Dor de cabeça súbita e muito intensa junto da tontura;
  • Vômitos contínuos acompanhados de tontura intensa;
  • Perda repentina da audição;
  • Inchaço ou vermelhidão ao redor dos olhos durante um quadro de sinusite, especialmente quando há dor intensa, alteração da visão ou piora importante do estado geral.

Esses sinais podem ter diferentes causas, mas todos merecem uma avaliação rápida. 

Cuide do nariz, da garganta e dos ouvidos sem complicar sua rotina

Se o nariz vive entupido, a garganta incomoda há dias, a voz mudou ou aquela sinusite parece sempre voltar, a gente descomplica o cuidado com sua saúde: você pode conversar com um otorrinolaringologista sem precisar sair de casa.

Pelo Olá Doutor, você pode começar uma consulta imediata com um otorrino (conforme disponibilidade) ou agendar um horário que faça sentido para a sua rotina. Tudo isso online, de onde estiver.

Agora, se o sintoma acabou de aparecer e você ainda nem sabe se precisa mesmo de um otorrino, tudo bem também. Você pode começar por uma consulta imediata com um médico generalista, via chat. É só contar o que está sentindo, há quanto tempo começou e se apareceu algum outro sintoma junto.

A partir daí, o profissional avalia seu caso e ajuda você a entender qual cuidado procurar. Tudo isso sem deslocamentos, sem salas de espera e de um jeito que cabe muito melhor no seu dia: é só baixar o app do Olá Doutor.

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