Para investigar uma dor nas costas e na coluna, você pode começar por um ortopedista ou por um médico generalista, se ainda não souber exatamente qual profissional buscar. A escolha depende muito de como essa dor começou, de onde ela aparece e, principalmente, se existem outros sintomas junto.
Aliás, antes de entrarmos em detalhes sobre o que esses desconfortos podem indicar e porque eles merecem atenção, já adiantamos que uma dor nem sempre nasce na própria coluna, apesar de parecer. Às vezes, a razão está em uma alteração nos rins, em alguma doença inflamatória e até em problemas nos órgãos do abdômen.
Na dúvida, perceba que talvez não seja uma boa ideia passar semanas repetindo que foi “só um mau jeito” sem observar como o corpo está se comportando. Concorda?
Vem com a gente entender:
- Qual é o médico mais indicado para a coluna;
- Quem cuida da coluna: ortopedista ou neurologista;
- Quais problemas de coluna podem precisar de avaliação médica;
- O que pode ser dor nas costas;
- Qual exame é feito para dor nas costas;
- Quando a dor na coluna precisa de atendimento médico;
- Se quem tem problema de coluna afeta o estômago;
- Médico para dor nas costas online: quando a telemedicina pode ajudar.
Vamos começar a cuidar dessas costas?
Qual é o médico mais indicado para a coluna?
Para problemas relacionados aos ossos, articulações e outras estruturas da coluna, o ortopedista costuma ser um dos médicos mais procurados, embora ele não seja necessariamente o único que pode participar dessa avaliação.
Dependendo do tipo de dor, dos sintomas associados e da causa encontrada, outros médicos podem entrar no cuidado também. É o caso de reumatologistas, fisiatras, neurologistas e neurocirurgiões, que têm funções diferentes nesse caminho.
Vem entender melhor quando cada um deles pode ajudar.
Ortopedista
O ortopedista de coluna avalia problemas que envolvem as estruturas que sustentam e movimentam a coluna, como vértebras, discos, articulações, ligamentos e músculos.
Pode ser uma boa escolha quando a dor aparece depois de um momento de esforço físico, de uma queda ou de um trauma. Também deve ser buscado quando a dor volta com frequência ou quando você percebe dificuldade para fazer movimentos que antes eram tranquilos.
Hérnia de disco, escoliose, desgaste das articulações e fraturas também podem passar pela avaliação desse médico.
Dica: não precisa esperar a dor ficar insuportável. Se você começou a sentir dores nos joelhos depois de iniciar uma rotina de corrida, voltou para a academia e percebeu um desconforto que não passa ou simplesmente acordou com uma dor nas costas que não melhora como o esperado, vale conversar com um médico para entender o que está acontecendo
Reumatologista
O reumatologista entra em cena principalmente quando existe a possibilidade de uma doença inflamatória ou reumática (como a espondilite anquilosante) estar causando a dor.
Uma pista pode ser aquela dor acompanhada de rigidez forte ao acordar, que piora depois de muito tempo parado e melhora quando você começa a se movimentar. Fique sabendo que esse padrão é diferente da dor muscular comum, que muitas vezes aparece depois de esforço e melhora com repouso.
Inclusive, pode parecer que uma dor nas costas é um evento isolado de todo o resto do corpo, mas vale você sempre prestar atenção se essa dor vem acompanhada de problemas em outras articulações, inflamações nos olhos, alterações na pele ou sintomas intestinais, já que algumas doenças reumáticas conseguem afetar diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.
Fisiatra
O fisiatra cuida muito da relação entre dor, movimento e capacidade de realizar as atividades do dia a dia. Ou seja, é quem vai além de simplesmente entender onde está doendo, para focar no que exatamente a dor está te impedindo de fazer.
Esse profissional pode ser recomendado a você quando uma dor na coluna já está atrapalhando o seu caminhar, a sua rotina de trabalho, seu sono e movimentos que antes eram fáceis, como se abaixar ou dirigir. Dores persistentes e recuperação depois de lesões ou cirurgias também fazem parte dessa atuação.
Além de investigar a causa do problema, o fisiatra também vai organizar um plano de reabilitação com exercícios, fisioterapia, adaptações de movimento e outros recursos voltados à recuperação da função.
Neurocirurgião
Cabe ao neurocirurgião avaliar problemas da coluna quando existe envolvimento da medula ou dos nervos, como acontece em determinadas hérnias de disco, estreitamentos do canal por onde passam essas estruturas ou compressões importantes.
Em termos mais simples, estamos falando daquelas dores que descem para a perna ou vão para o braço, perda de força, dormência persistente e alterações importantes da sensibilidade.
E calma com o nome da atuação médica, pois a gente sabe que isso pode assustar: consultar um neurocirurgião não quer dizer que você vai precisar de uma operação. Muitas condições da coluna são acompanhadas sem cirurgia, então o procedimento só é solicitado quando existe uma indicação real para aquele caso.
Neurologista
O neurologista pode ajudar quando a dor nas costas aparece junto de sinais como:
- Formigamentos;
- Dormência;
- Perda de sensibilidade;
- Alterações de força;
- Algumas dores que “seguem o caminho” de um nervo pelo braço ou pela perna.
Tudo isso listado acima indica um possível envolvimento do sistema nervoso na dor que você está sentindo.
O neurologista também pode te ajudar a separar uma dor causada pela coluna de outros problemas neurológicos que provocam sintomas parecidos. Afinal, nem toda dormência na perna vem necessariamente de uma hérnia de disco.
Quem cuida da coluna: ortopedista ou neurologista?
Tanto o ortopedista quanto o neurologista podem participar do cuidado com problemas relacionados à coluna, pois eles olham para aspectos diferentes do problema. O ortopedista costuma ter mais foco nas estruturas musculoesqueléticas, enquanto o neurologista avalia principalmente o envolvimento de nervos e do sistema nervoso.
Em geral, a própria forma como a dor aparece te ajuda a saber qual dos dois caminhos precisa ser seguido, e é isso que vamos te mostrar agora.
Quando procurar um ortopedista
O ortopedista pode ser uma boa escolha quando a dor parece estar relacionada à própria coluna, aos músculos ou às articulações. Ou seja, você pode procurar esse médico em situações como:
- Dor depois de esforço físico: aquela lombar que começou depois de carregar peso, fazer uma mudança, voltar aos treinos ou passar horas fazendo uma atividade fora do habitual;
- Dor que piora com determinados movimentos: você se abaixa, gira o tronco, levanta da cadeira ou movimenta o pescoço e percebe claramente que alguma posição dispara o incômodo;
- Dor recorrente: melhora durante alguns dias ou semanas, mas volta sempre e começa a interferir na rotina;
- Redução dos movimentos: fica difícil virar o pescoço, abaixar para calçar um sapato ou se levantar depois de muito tempo sentado;
- Alterações conhecidas na coluna: escoliose, hérnia de disco ou outras condições que já foram identificadas e precisam de acompanhamento;
- Dor depois de queda ou pancada: principalmente quando o impacto foi forte ou a dor começou logo depois do acidente.
Importante: jamais espere chegar ao ponto de não conseguir levantar da cama, por exemplo. Uma dor persistente também merece atenção, especialmente para evitar que o problema se torne muito grave.
Quando procurar um neurologista ou neurocirurgião
Um neurologista ou neurocirurgião precisa ser buscado quando aparecem alterações de força, sensibilidade ou outros sinais relacionados aos nervos.
Algumas situações que merecem atenção são:
- Dor que corre pelo braço ou pela perna: pode acontecer quando uma raiz nervosa está irritada ou comprimida;
- Formigamento persistente: aquela sensação de pequenos choques ou “agulhadas” que não passa depois de simplesmente mudar de posição;
- Dormência: uma região da pele parece menos sensível ao toque, ao frio ou ao calor;
- Perda de força: dificuldade nova para segurar objetos, levantar o pé, subir escadas ou fazer movimentos que antes eram normais;
- Alterações importantes ao caminhar: tropeços frequentes, pernas que parecem não responder direito ou dificuldade nova para manter o equilíbrio.
Atenção: muitos desses sintomas podem indicar uma compressão importante e, em casos assim, precisam de atendimento presencial imediato.
Qual médico cuida da coluna cervical?
Quando o problema é na coluna cervical, principalmente quando envolve dor ou limitação dos movimentos no pescoço, a avaliação pode começar com um ortopedista.
A título de informação, a cervical é a parte mais alta da coluna, formada pelas vértebras do pescoço. Além de sustentar a cabeça e permitir seus movimentos, essa região fica muito próxima da medula e das raízes nervosas que seguem em direção aos braços.
É por isso que um problema cervical nem sempre dói apenas no pescoço, e pode chegar ao ombro ou ao braço, além de vir acompanhada de formigamento, dormência ou perda de força nas mãos.
Quando esses sinais aparecem, a avaliação pode também envolver um neurologista ou um neurocirurgião.
Qual médico cuida da coluna lombar?
O ortopedista também pode avaliar problemas da coluna lombar, que é a região mais baixa das costas, logo acima da bacia.
Inclusive, a lombar provavelmente é a parte da coluna que mais causa incômodo nas pessoas. Você com certeza já deve ter sentido, por exemplo, um desconforto ao levantar depois de horas sentado, ao pegar uma caixa do chão ou depois de passar o final de semana arrumando a casa. Muitas vezes, basta um dia fora da rotina para a lombar incomodar.
A dor nessa região recebe o nome de lombalgia e pode começar nos músculos, nas articulações, nos discos e em outras estruturas. Quando existe irritação ou compressão de um nervo, ela também pode descer para as nádegas ou para as pernas.
Na maioria das vezes, a dor lombar não está relacionada a uma doença grave. Mesmo assim, a forma como ela começou e os outros sintomas presentes ajudam a decidir se precisa de investigação.
Quais problemas de coluna podem precisar de avaliação médica?
Dores que persistem, limitam seus movimentos ou começam a voltar com frequência merecem ser avaliadas, mesmo quando ainda dá para seguir com as atividades do dia.
Alguns problemas comuns são:
- Dor lombar: aparece na parte mais baixa das costas e pode ser causada por sobrecarga muscular, esforço repetitivo, alterações das articulações, hérnia de disco e várias outras situações. Às vezes fica concentrada na lombar; em outros casos, segue para as nádegas ou para as pernas;
- Dor cervical: é uma dor na região do pescoço e pode chegar aos ombros, à cabeça ou aos braços. Ficar muito tempo na mesma posição, sobrecarga muscular e alterações da própria coluna podem contribuir para o quadro;
- Hérnia de disco: entre as vértebras existem discos que ajudam a absorver impacto. Quando parte de um deles se desloca, pode irritar ou comprimir estruturas próximas. Dependendo do local, isso pode causar dor, formigamento, dormência ou perda de força no braço ou na perna;
- Escoliose: é uma curvatura lateral da coluna. Algumas pessoas têm alterações pequenas e passam anos sem sintomas, enquanto outras apresentam dor, assimetria dos ombros ou do quadril e mudanças mais perceptíveis na postura;
- Alterações de postura: passar muitas horas em uma mesma posição ou repetir movimentos que sobrecarregam determinados músculos pode favorecer dor e tensão. Não existe uma única “postura perfeita” que precise ser mantida o dia inteiro, mas variar posições e conseguir se movimentar confortavelmente faz diferença.
O que pode ser dor nas costas?
Uma dor nas costas pode ter origem nos músculos, nas estruturas da sua coluna ou até em outras partes do corpo. É por isso que duas pessoas que apontam exatamente para o mesmo lugar podem ter causas completamente diferentes para a dor.
Vamos entender melhor?
Dor muscular e problemas posturais
A sobrecarga muscular é uma das causas mais comuns de dor nas costas, e você mesmo pode confirmar isso, já que estamos falando daquelas dores que surgem depois de fazer um esforço diferente ou de aumentar a intensidade de algum treino.
O que acontece aqui é o seguinte: quando um músculo é exigido além do que está acostumado, pode ficar dolorido, rígido e mais sensível ao movimento. A consequência é uma velha conhecida de todos: dói para se movimentar, você se movimenta menos, a musculatura perde condicionamento e algumas atividades passam a exigir ainda mais esforço.
Não é que toda posição mais “relaxada” no sofá, por exemplo, seja uma grande ameaça à sua coluna, já que esse é um problema que costuma estar muito mais relacionado à sobrecarga e ao tempo que você passa sem mudar de posição.
Quando a dor se repete, vale entender também como estão a sua força, sua mobilidade e os hábitos da sua rotina. Muitas vezes, pequenos ajustes na maneira de trabalhar, de carregar peso ou de voltar aos exercícios já entram no plano de cuidado e fazem bastante diferença na sua qualidade de vida.
Problemas na coluna
Vértebras, discos e articulações também podem estar por trás de uma dor nas costas.
Uma hérnia de disco pode irritar os nervos, assim como as articulações podem passar por alterações com o envelhecimento. Também se encaixam aqui fraturas que podem ocorrer depois de traumas e também merecem atenção especial em pessoas com ossos mais frágeis.
O ponto importante é que um exame mostrando alguma alteração não explica automaticamente a dor, já que certas mudanças na coluna são comuns e algumas aparecem até em pessoas que não sentem nada.
Por isso, o médico junta três peças na sua avaliação: o que você está sentindo, o que encontra durante a avaliação e, quando necessário, o que aparece nos exames.
Quando a dor pode estar relacionada a outras condições
Nem toda dor sentida nas costas começa nas costas. Alguns órgãos compartilham caminhos nervosos com determinadas regiões do corpo, e o cérebro nem sempre identifica com precisão onde o problema começou. Por exemplo:
- Problemas nos rins podem provocar dor mais para o lado das costas, às vezes acompanhada de alteração na urina, febre, náusea ou dor abdominal;
- Problemas na vesícula podem provocar dor abdominal que chega às costas ou à região próxima do ombro;
- Alterações no pâncreas podem causar dor intensa no alto do abdômen que se espalha para as costas;
- Algumas doenças do estômago e do sistema digestivo também podem provocar dor sentida na região posterior do corpo;
- Doenças inflamatórias podem atingir a coluna e causar dor persistente, principalmente quando existe rigidez ao acordar e melhora com movimento.
Essas possibilidades não são motivo para olhar para qualquer dor lombar e imaginar o pior, ok? A maior parte dos quadros não tem uma causa grave, mas para ter certeza disso, só consultando um médico.
Qual exame é feito para dor nas costas?
Quando um exame é necessário, algumas possibilidades são:
- Avaliação clínica: primeiro, o médico quer entender a sua dor, ou seja, onde começou, se foi de repente, se desce para a perna, se existe formigamento e se piora com algum movimento. Depois, ele pode observar postura, mobilidade, força, sensibilidade e outros sinais que ajudam a localizar a origem do problema;
- Radiografia: usa raios X para mostrar principalmente os ossos. Pode ajudar a avaliar alinhamento das vértebras, algumas fraturas, deformidades e alterações ósseas. Ela não mostra discos e nervos com o mesmo detalhe de outros exames;
- Ressonância magnética: cria imagens bastante detalhadas da coluna e consegue mostrar discos, nervos, medula e outras estruturas. Pode ser solicitada quando existem sinais de compressão nervosa, suspeita de determinadas doenças ou sintomas que persistem e precisam de uma investigação mais aprofundada;
- Tomografia: também produz imagens detalhadas e é especialmente útil para visualizar estruturas ósseas. Costuma ser usada em algumas situações de trauma, fratura ou quando o médico precisa enxergar determinadas partes da coluna por outro ângulo.
Vale lembrar que uma investigação geralmente começa pela avaliação clínica, e que nem toda dor nas costas precisa de uma radiografia, uma ressonância ou uma tomografia.
Quando a dor na coluna precisa de atendimento médico?
Se você estiver sentindo uma dor muito intensa, perda de força e alterações importantes da sensibilidade, o ideal é que procure atendimento presencial imediatamente, especialmente se esses sintomas forem repentinos ou estão piorando rapidamente.
A gente sabe que nem toda dor nas costas é uma urgência, mas acontece que certos sinais indicam, sim, que o caso pode ser mais grave:
- Dor persistente ou que piora: se os dias passam e a dor fica cada vez mais forte, começa a limitar atividades simples ou não melhora como esperado, vale procurar avaliação. Uma dor que acorda você repetidamente durante a noite ou vem acompanhada de febre e perda de peso sem explicação também merece atenção;
- Formigamento, perda de força ou alteração de sensibilidade: um formigamento leve e passageiro pode ter várias causas, mas uma fraqueza que está aumentando, perda importante de sensibilidade ou dificuldade nova para movimentar braços ou pernas precisam de avaliação mais rápida;
- Dor após quedas ou traumas: uma pancada forte, acidente ou queda pode causar lesões mesmo quando não existe algo visível por fora. O cuidado deve ser ainda maior em pessoas idosas ou que já sabem que têm os ossos mais frágeis;
- Sinais que exigem avaliação rápida: procure um serviço presencial imediatamente se houver perda de força progressiva, dificuldade súbita para controlar a urina ou as fezes, perda de sensibilidade entre as pernas ou na região íntima, febre acompanhada de dor forte nas costas ou dificuldade importante para caminhar. Esses sinais podem indicar comprometimento de nervos ou da medula e não devem esperar.
Também procure atendimento imediato se uma dor muito intensa nas costas surgir de repente junto de dor no peito ou abdômen, falta de ar, desmaio ou piora importante do estado geral.
Quem tem problema de coluna afeta o estômago?
Na maioria das vezes, um problema na coluna não afeta diretamente o estômago. Na verdade, o que pode acontecer é o caminho contrário: uma dor causada por algum órgão do abdômen ser sentida também nas costas.
É o caso não só de problemas no estômago e em outras partes do sistema digestivo, mas também de alterações da vesícula e do pâncreas, que muitas vezes provocam dores que se espalham para a região posterior do seu corpo.
Existe ainda uma outra possibilidade: em casos mais graves, um problema na coluna pode pressionar os nervos responsáveis pelo controle da bexiga e do intestino. Por isso, se a dor nas costas vier acompanhada de perda do controle da urina ou das fezes, principalmente se também houver dormência na região íntima, procure atendimento de urgência. Esses sintomas podem indicar uma compressão importante dos nervos e precisam ser avaliados rapidamente.
Dica: ao falar com um médico sobre uma dor nas costas, não omita outros sintomas que você identificou, já que eles podem estar todos relacionados à sua queixa principal.
Médico para dor nas costas online: quando a telemedicina pode ajudar?
A consulta online pode ser um bom primeiro passo se você está com dor nas costas e quer entender o que pode estar acontecendo. Se não houver sinais de urgência (que indicam a necessidade de atendimento presencial), o médico pode ouvir seus sintomas, avaliar seu histórico de saúde e orientar os próximos cuidados.
E dá para descobrir muita coisa nessa primeira conversa, já que esse é o momento no qual o médico pode perguntar:
- Em que parte das costas está a dor;
- Quando ela começou;
- Se apareceu depois de algum esforço, treino ou movimento;
- Se fica apenas nas costas ou segue para braços, nádegas ou pernas;
- Quais movimentos pioram ou aliviam;
- Se existe formigamento ou dormência;
- Se você percebeu perda de força;
- Se já teve o mesmo problema antes;
- Se houve alguma queda ou trauma;
- Se existem febre, sintomas urinários, dor abdominal ou outros sinais junto.
Também dá para mostrar exames que você já tenha feito e conversar sobre atividades da rotina que parecem estar relacionadas ao problema.
A partir dessas informações, o médico pode orientar os primeiros cuidados, solicitar exames quando houver indicação e dizer se você precisa continuar a investigação presencialmente.
Como consultar um médico pelo Olá Doutor
Pelo Olá Doutor, você pode conversar diretamente com um ortopedista ou começar por um médico generalista se ainda não souber qual área de atuação faz mais sentido para sua dor.
O processo é bem simples, olha só:
- Baixe o app Olá Doutor no smartphone;
- Escolha entre uma consulta imediata ou agendada;
- Conte o que você está sentindo e há quanto tempo;
- Durante a consulta, responda às perguntas do médico e mostre exames anteriores, se tiver;
- Receba a orientação sobre os próximos passos do seu cuidado.
Na Consulta Imediata, a conversa acontece por chat e o seu atendimento inicia em poucos instantes. Já na Consulta Agendada, você escolhe o médico e um horário que funcione melhor para a sua rotina, com atendimento por chat ou vídeo conforme a opção oferecida pelo profissional.
E se você está naquela situação de “eu só sei que minhas costas doem, não faço ideia de quem procurar”, começar pelo generalista é totalmente válido. Ele pode ouvir a história toda, fazer uma primeira avaliação e indicar qual caminho seguir.
Suas costas não precisam esperar a rotina ficar mais tranquila
A gente sabe como essas coisas acontecem. A lombar começa a incomodar, você pensa que depois marca alguma uma consulta, a semana fica corrida e, quando percebe, já faz um mês que está levantando da cadeira devagar para não sentir ainda mais dor.
E sair de casa sentindo dor também não é exatamente o passeio mais convidativo do mundo, não é?
Por isso, o primeiro passo do cuidado com a sua saúde pode acontecer de onde você estiver. Pelo Olá Doutor, dá para conversar com um médico sem enfrentar deslocamentos ou salas de espera e encaixar esse cuidado de um jeito bem mais simples no seu dia.
Você pode escolher um ortopedista ou, se ainda não souber qual área procurar, começar por um médico generalista. É só baixar o app, escolher se prefere agendar ou iniciar uma consulta em poucos minutos e explicar o que está acontecendo.
Lembre-se que sua coluna participa de praticamente tudo o que você faz no dia, então não precisa esperar a dor tomar conta da rotina para começar a cuidar dela.