Saúde Mensal

Quero fazer um check-up geral: qual médico procurar e quais exames?

Saiba quando um check-up médico é necessário e quais exames podem ser solicitados.

Tem coisa que a gente só percebe quando começa a faltar: disposição, sono, fôlego, concentração… O corpo costuma dar sinais muito antes de uma doença virar um problema evidente, mas nem sempre esses sinais são claros ou aparecem de forma fácil de reconhecer.

É por isso que um check-up geral precisa ter seu lugar na rotina de cuidados com a saúde. Mesmo sem nenhuma queixa específica, uma avaliação médica pode ajudar a identificar fatores de risco, acompanhar condições que ainda não provocam sintomas e entender quais exames realmente fazem sentido para cada pessoa.

A ideia é olhar para a saúde como um todo e, a partir da idade, do histórico, dos hábitos e dos fatores de risco, decidir o que vale investigar e acompanhar.

Quer saber mais sobre o assunto? Siga conosco para entender:

  • O que é um check-up médico;
  • Qual médico procurar para fazer um check-up geral;
  • Como funciona a consulta para começar o check-up;
  • Quais exames pedir em um check-up completo;
  • Check-up masculino e feminino: quais são as diferenças;
  • Se para fazer check-up precisa de pedido médico;
  • O que é um check-up de hepatite;
  • Com que frequência fazer um check-up geral;
  • Qual o valor de um check-up geral;
  • Se é possível começar um check-up por consulta online;
  • Como se preparar para a consulta de check-up.

Vamos começar?

O que é um check-up médico? 

O check-up médico é uma avaliação da saúde feita de tempos em tempos, mesmo quando você não está sentindo nada específico. É uma consulta para revisar o histórico de saúde, identificar fatores de risco, conferir se há algum sinal que merece investigação e definir quais exames ou medidas preventivas fazem sentido para aquele momento.

Mas olha só: a ideia de um check-up não é procurar várias doenças ao mesmo tempo. O objetivo aqui é, na verdade, olhar para o paciente como um todo para decidir o que vale a pena investigar.

Idade, histórico familiar, hábitos, condições de saúde e sintomas: tudo isso é considerado na análise.

É possível fazer um check-up mesmo sem sintomas?

Sim! Inclusive, essa avaliação preventiva existe justamente para acompanhar a saúde antes que uma queixa específica aparece, já que muitos problemas podem ser silenciosos no início. 

Uma pessoa sem sintoma algum pode descobrir, por exemplo, que a pressão arterial está elevada, que tem alguma alteração na glicose ou algum fator de risco cardiovascular que ainda não havia percebido.

O check-up inclui ainda certos exames de rastreamento que são especificamente necessários para pessoas sem sintomas. É o caso da mamografia em determinadas faixas etárias e outros exames cuja finalidade é rastrear alguns tipos de câncer.

Quais são os objetivos de uma avaliação preventiva?

Uma avaliação preventiva serve para acompanhar a saúde ao longo do tempo e para identificar situações que podem ser tratadas ou acompanhadas antes de provocarem complicações

Olha só quais são os principais objetivos:

  • Identificar fatores de risco: pressão alta, tabagismo, sedentarismo, excesso de peso, alterações do colesterol e histórico familiar podem mudar o risco de desenvolver determinadas doenças;
  • Detectar doenças silenciosas: hipertensão, diabetes e algumas doenças renais, por exemplo, podem evoluir sem sintomas evidentes no começo;
  • Definir exames de rastreamento: alguns exames são indicados para determinadas idades e grupos de risco, como a mamografia e os exames para prevenção do câncer do colo do útero;
  • Atualizar vacinas e medidas de prevenção: a consulta também pode servir para conferir a caderneta de vacinação e avaliar hábitos relacionados à alimentação, atividade física, sono, álcool e tabagismo;
  • Acompanhar condições já conhecidas: quem tem diabetes, hipertensão, colesterol alto ou outra doença crônica pode precisar de exames e consultas em intervalos específicos também;
  • Planejar os próximos cuidados: depois da avaliação, o médico pode indicar quais exames precisam ser feitos, quando repeti-los e se há necessidade de receber acompanhamento de outro profissional.

Qual médico procurar para fazer um check-up geral? 

Para um check-up geral, você pode começar com um profissional capaz de olhar para a saúde como um conjunto. Duas alternativas que cumprem esse papel são:

  • Médico generalista: pode avaliar uma ampla variedade de queixas e condições de saúde, sem se limitar a uma única especialidade. Em um check-up, ele vai revisar o seu histórico, avaliar fatores de risco, analisar sintomas e decidir quais exames fazem sentido naquele momento;
  • Médico de família: trabalha com uma visão ampla da saúde e acompanha a pessoa ao longo do tempo. Além de investigar doenças, ele considera o contexto familiar, os hábitos, as condições de vida e os fatores que podem influenciar a saúde. 

É necessário consultar vários especialistas?

Não necessariamente. A gente entende que a ideia de começar o check-up com vários especialistas pode parecer uma forma de fazer uma avaliação mais completa, mas nem sempre torna o cuidado mais eficiente

Sem uma avaliação inicial que organize as suas prioridades, você pode acabar passando por uma sequência de consultas e exames que não têm indicação para o seu caso, além de enfrentar custos, deslocamentos e resultados difíceis de interpretar isoladamente.

É por isso que um médico generalista pode ser uma boa porta de entrada, já que esse profissional consegue reunir diferentes aspectos da saúde na mesma avaliação. Ele pode revisar o seu histórico pessoal e familiar, verificar seus hábitos de vida, analisar tratamentos em uso, medir a pressão arterial, avaliar sintomas e identificar fatores de risco para doenças cardiovasculares, metabólicas ou outras condições específicas suas.

A partir dessa consulta, ele vai então definir quais exames realmente fazem sentido e se há necessidade de encaminhamento

Quando pode ser indicado procurar outro especialista? 

O encaminhamento pode fazer sentido quando a avaliação inicial encontra uma alteração que exige um conhecimento mais específico ou acompanhamento especializado. Alguns exemplos são:

  • Alterações cardiovasculares: pressão alta persistente, sintomas como dor no peito ou palpitações, histórico importante de doença cardíaca ou risco cardiovascular elevado podem levar à avaliação com cardiologista;
  • Alterações hormonais ou metabólicas: diabetes, problemas da tireoide, obesidade ou alterações hormonais podem justificar acompanhamento com endocrinologista;
  • Alterações ginecológicas: sintomas relacionados ao ciclo menstrual, menopausa, saúde reprodutiva ou alterações encontradas em exames podem exigir avaliação ginecológica;
  • Alterações urinárias ou da próstata: sintomas urinários, cálculos renais ou alterações relacionadas à próstata podem levar ao urologista;
  • Alterações digestivas: sintomas persistentes, alterações do fígado ou necessidade de investigar o aparelho digestivo podem indicar avaliação com gastroenterologista;
  • Alterações de saúde mental: ansiedade, depressão, alterações persistentes do sono ou outros sintomas psicológicos podem justificar um acompanhamento especializado.

Mesmo assim, reforçamos: se você não sabe por onde começar, não precisa (nem deve) escolher um especialista no escuro. Na dúvida, o profissional generalista sempre vai ser uma boa forma de começar um check-up.

Como funciona a consulta para começar o check-up? 

A primeira consulta para fins de check-up serve para montar um retrato geral da saúde antes de decidir quais exames realmente fazem sentido. Por isso, o processo costuma seguir mais ou menos esse roteiro: 

  • Avaliação do histórico de saúde: o médico pergunta sobre doenças anteriores, cirurgias, internações, alergias, vacinas e outros acontecimentos relevantes. Essas informações ajudam a entender o que já aconteceu com a sua saúde e quais situações merecem atenção daqui para frente;
  • Análise dos hábitos e fatores de risco: alimentação, atividade física, sono, consumo de álcool, tabagismo e uso de outras substâncias entram nessa conversa. Histórico familiar de doenças cardiovasculares, diabetes, câncer e outras condições também pode mudar a necessidade de investigação;
  • Avaliação de sintomas e condições preexistentes: mesmo em um check-up, uma queixa que parece pequena pode mudar a investigação. O médico também revisa doenças já diagnosticadas e verifica se estão controladas, quais tratamentos estão sendo usados, e se há algum sinal novo e que mereça atenção;
  • Orientação sobre exames e acompanhamento: depois de reunir essas informações, o médico decide quais exames são pertinentes e quais não precisam ser feitos. 

Um check-up também pode servir para que você receba orientação sobre vacinas, hábitos de saúde, rastreamentos e até sobre quando retornar para uma nova avaliação.

Quais exames pedir em um check-up completo? 

Não existe uma lista definitiva de exames que forme um “check-up completo” para todas as pessoas.

Afinal, esses exames são sempre indicados de acordo com:

  • Idade; 
  • Sexo; 
  • Características anatômicas; 
  • Histórico familiar; 
  • Doenças anteriores; 
  • Tratamentos em uso;
  • Hábitos; 
  • Sintomas; 
  • Fatores de risco. 

A seguir, explicamos um pouco mais sobre quais exames podem ser solicitados em cada caso.

Exames de sangue mais comuns 

Alguns exames de sangue aparecem com frequência em avaliações gerais porque são bastante úteis para observar diferentes aspectos da saúde. Entre os mais comuns temos: 

  • Hemograma: avalia as células do sangue e pode ajudar a identificar anemias e outras alterações; 
  • Glicemia: mede a quantidade de glicose no sangue; 
  • Perfil lipídico: inclui colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos e ajuda a avaliar o risco cardiovascular;
  • Creatinina: entra na equação para avaliar a função dos rins; 
  • TGO e TGP: são enzimas usadas na investigação de alterações do fígado; 
  • TSH: ajuda a avaliar a função da tireoide; 
  • Hemoglobina glicada: mostra como os níveis de glicose se comportaram, em média, nos últimos meses. 

Outros exames podem ser solicitados em casos de sintomas, histórico ou suspeitas específicas, como ferritina, vitamina B12 ou vitamina D.

Seja como for, o importante é que cada exame tenha uma pergunta clínica por trás, já que pedir uma grande quantidade de exames sem uma razão definida pode encontrar alterações que não têm relevância para aquela pessoa e gerar investigações desnecessárias.

Todo check-up precisa de exames de sangue? 

Não necessariamente. Inclusive, mesmo quando uma consulta preventiva não envolve nenhum exame laboratorial, ela segue sendo bastante útil para a sua saúde.

Isso porque, ainda assim, o médico vai avaliar pressão arterial, peso, hábitos, vacinação, histórico familiar e outros fatores de risco. A partir disso, pode concluir que a melhor conduta é apenas acompanhar ou realizar um rastreamento específico.

Ou seja, a necessidade vai sempre depender do contexto clínico, e não do simples fato de estar fazendo um check-up.

Exames definidos conforme idade e histórico de saúde

Com o passar dos anos, aumenta a importância de acompanhar pressão arterial, glicemia, colesterol, saúde óssea e alguns tipos de câncer, enquanto determinadas avaliações são mais relevantes durante a juventude ou em fases específicas da vida.

O histórico pessoal também pesa bastante. Uma pessoa que já teve diabetes gestacional, por exemplo, pode precisar de um acompanhamento diferente de alguém sem esse antecedente. Da mesma forma, quem tem familiares de primeiro grau com determinados tipos de câncer, doenças cardiovasculares precoces ou doenças genéticas pode precisar de avaliação antes ou com maior frequência.

Os hábitos também entram nessa conta, é claro. Tabagismo, consumo elevado de álcool, sedentarismo, excesso de peso e trabalho em ambientes de risco podem aumentar determinados riscos e mudar os exames indicados. 

É por isso, aliás, que dois adultos da mesma idade podem sair de um check-up com listas de exames completamente diferentes. 

De qualquer forma, aqui vão alguns exemplos de exames que podem ser considerados, dependendo do perfil da pessoa:

  • Hemograma;
  • Glicemia de jejum ou hemoglobina glicada;
  • Colesterol total e frações, além de triglicerídeos;
  • Creatinina e exame de urina;
  • TSH;
  • Mamografia, teste de DNA-HPV ou densitometria óssea.

Exames para avaliar a saúde cardiovascular e metabólica

Quando há necessidade, investigações cardiovasculares e metabólicas podem incluir esses exames:

  • Pressão arterial: identifica níveis elevados de pressão, que é um dos principais fatores de risco para infarto, acidente vascular cerebral e doença renal;
  • Glicemia de jejum: mede a quantidade de glicose no sangue naquele momento e ajuda a investigar diabetes e alterações do metabolismo da glicose;
  • Hemoglobina glicada: mostra uma média dos níveis de glicose dos últimos meses e pode complementar uma investigação de diabetes;
  • Colesterol total e frações: HDL e LDL ajudam a avaliar o perfil de gorduras no sangue e o risco cardiovascular;
  • Triglicerídeos: são outro tipo de gordura presente no sangue. Aqui, valores elevados podem estar associados a alterações metabólicas e aumento do risco cardiovascular;
  • Peso, índice de massa corporal e circunferência da cintura: ajudam a avaliar excesso de peso e distribuição da gordura corporal, que também influenciam o risco metabólico;
  • Eletrocardiograma: registra a atividade elétrica do coração e pode ser solicitado quando há sintomas, alterações no exame clínico ou alguma indicação específica. Não é necessário para toda pessoa saudável e sem sintomas apenas porque está fazendo um check-up.

Existe uma lista de exames para um check-up completo?

Existe uma lista de exames que aparece com frequência em pacotes comerciais de check-up, mas isso não quer dizer que todos eles sejam necessários para todas as pessoas. 

Abaixo, compilamos uma série de exames que podem ser solicitados, a depender da situação:

SituaçãoExames que podem ser considerados
Avaliação geralHemograma, glicemia, colesterol total e frações, triglicerídeos
Investigação de diabetesGlicemia de jejum e hemoglobina glicada
Avaliação da função renalCreatinina e exame de urina
Investigação de alterações do fígadoTGO, TGP e outros exames hepáticos, conforme a suspeita
Avaliação da tireoideTSH e, quando indicado, T4 livre
Avaliação cardiovascularPressão arterial, perfil lipídico e, em situações específicas, eletrocardiograma
Rastreamento do câncer de mamaMamografia na faixa etária e periodicidade recomendadas
Rastreamento do câncer do colo do úteroTeste de DNA-HPV ou outro método previsto pelo protocolo vigente
Rastreamento do câncer colorretalTeste imunoquímico fecal ou outro método conforme indicação e protocolo
Avaliação de saúde ósseaDensitometria óssea quando houver idade ou fatores de risco que justifiquem o exame

Check-up masculino e feminino: quais são as diferenças? 

Primeiramente, saiba que a principal diferença não está em existir um “check-up de homem” e outro “check-up de mulher” completamente separados. O que muda são os órgãos presentes, as fases da vida, os riscos específicos e os exames de rastreamento indicados para cada pessoa.

No check-up feminino, podem entrar avaliações relacionadas à saúde ginecológica e às mamas, além de cuidados ligados à gestação, planejamento reprodutivo e menopausa quando fizerem sentido. O rastreamento do câncer do colo do útero e do câncer de mama, por exemplo, entra aqui e, além disso, segue critérios específicos de idade e risco.

Já no check-up masculino, a avaliação pode incluir questões relacionadas à saúde sexual e reprodutiva, além de fatores cardiovasculares e metabólicos. 

A próstata também costuma aparecer nas conversas sobre prevenção, embora não seja obrigatório para todo homem.

Há ainda uma parte importante que é igual para todos, é claro: pressão arterial, vacinação, hábitos de vida, saúde mental, sono, alimentação, atividade física, tabagismo, consumo de álcool e histórico familiar.

Lista de exames para check-up feminino

Os exames abaixo podem fazer parte de uma avaliação feminina, embora a indicação vai depender da idade, do histórico e das características individuais:

  • Mamografia: exame utilizado periodicamente para o rastreamento do câncer de mama em mulheres sem sintomas a partir dos 40 anos, embora pessoas com risco elevado podem precisar de uma estratégia diferente;
  • Teste de DNA-HPV: identifica a presença de tipos de HPV relacionados ao desenvolvimento do câncer do colo do útero;
  • Papanicolau: coleta células do colo do útero para identificar alterações que podem anteceder o câncer. O método e a periodicidade podem variar conforme o protocolo adotado;
  • Glicemia e hemoglobina glicada: podem ser solicitadas para investigar alterações da glicose, especialmente diante de fatores de risco ou histórico de diabetes gestacional;
  • Perfil lipídico: colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos ajudam a avaliar o risco cardiovascular;
  • Exames de tireoide: TSH e, quando indicado, T4 livre podem ser solicitados diante de sintomas ou situações que levantem suspeita de alteração da tireoide;
  • Densitometria óssea: mede a densidade mineral dos ossos e pode ser indicada principalmente com o avanço da idade ou diante de fatores que aumentam o risco de osteoporose.

Lista de exames para check-up masculino

Assim como no check-up feminino, a lista depende da idade, dos sintomas e dos fatores de risco, e alguns exames até são comuns para ambos os sexos:

  • Perfil lipídico: colesterol total, HDL, LDL e triglicerídeos ajudam a estimar o risco cardiovascular;
  • Glicemia e hemoglobina glicada: ajudam a identificar alterações do metabolismo da glicose e investigar diabetes;
  • Creatinina: auxilia na avaliação da função dos rins;
  • Exame de urina: pode identificar sangue, proteínas, células e outras alterações das vias urinárias;
  • PSA: mede uma proteína produzida pela próstata e pode fazer parte de uma decisão individual sobre investigação da próstata;
  • Avaliação da pressão arterial: deve fazer parte do acompanhamento preventivo dos adultos;
  • Exames da tireoide: TSH e outros exames podem ser indicados quando há sintomas ou suspeita de alteração hormonal.

Para fazer check-up precisa de pedido médico?

Não necessariamente. Você pode tomar a iniciativa de buscar um check-up, com um médico generalista, por exemplo, que vai então avaliar seu histórico, hábitos, sintomas e fatores de risco.

O que pode precisar de pedido são os exames específicos, mas isso vai depender do que o médico quer investigar em relação à sua saúde. Na dúvida, consulte sempre um profissional para não precisar passar por investigações desnecessárias.

O que é um check-up de hepatite?

O que as pessoas chamam de “check-up de hepatite” é, na verdade, uma avaliação para verificar se existe ou já existiu contato com algum dos vírus que causam hepatites virais. 

Como as hepatites A, B e C têm formas diferentes de transmissão, evolução e diagnóstico, então uma avaliação é necessária antes de qualquer exame, já que as investigações que se seguem em cada tipo não são iguais.

Inclusive, uma testagem pode ser especialmente importante porque algumas hepatites permanecem silenciosas durante anos. A hepatite B e a hepatite C, por exemplo, podem não provocar sintomas no início e ainda assim causar danos progressivos ao fígado. Mas calma: daqui a pouco falamos mais sobre isso.

Quais exames identificam hepatites virais?

Os exames dependem do tipo de hepatite que está sendo investigado, olha só:

  • Hepatite A: o anti-HAV IgM é usado para identificar uma infecção recente ou atual. Já o anti-HAV IgG pode indicar contato anterior com o vírus ou imunidade, inclusive relacionada à vacinação;
  • Hepatite B: o HBsAg é o principal marcador utilizado na triagem e indica a presença do vírus no organismo. Outros marcadores, como anti-HBc e anti-HBs, ajudam a diferenciar infecção atual, contato anterior e imunidade. Em algumas situações, o HBV-DNA mede diretamente o material genético do vírus e ajuda a confirmar e acompanhar a infecção;
  • Hepatite C: o anti-HCV identifica anticorpos contra o vírus e mostra que houve contato com o HCV, mas não consegue sozinho dizer se a infecção está ativa. Quando o resultado é reagente, então o HCV-RNA é utilizado para confirmar a presença de infecção ativa.

Quando a testagem para hepatites pode ser indicada?

Uma testagem pode ser indicada mesmo sem sintomas, já que as hepatites virais podem permanecer silenciosas por bastante tempo

Por isso, o médico pode considerar o teste durante uma avaliação preventiva, principalmente quando o histórico de vacinação e de exposições não está claro.

Também merece atenção quem teve exposição a sangue ou materiais potencialmente contaminados, compartilhou objetos que podem ter contato com sangue, teve relações sexuais em situações de risco ou passou por situações que aumentam a possibilidade de exposição aos vírus.

No fim das contas, a indicação exata vai sempre depender do tipo de exposição e do vírus investigado.

Com que frequência fazer um check-up geral?

Não existe uma frequência única que sirva para todo mundo. Para uma pessoa saudável, sem sintomas e sem fatores de risco importantes, uma avaliação preventiva anual pode ser uma referência razoável para revisar a saúde e atualizar o que for necessário. 

A frequência dos exames, porém, pode ser maior ou menor conforme a situação. Veja abaixo algumas referências de frequência:

  • Pessoas com doenças crônicas: consultas a cada 3 a 6 meses, em média, com frequência de exames que variam conforme a doença, o tratamento e o controle clínico;
  • Pessoas com histórico familiar importante: avaliação anual ou conforme orientação médica. Alguns rastreamentos podem começar de 5 a 10 anos antes da idade do caso familiar;
  • Pessoas com fatores de risco: acompanhamento a cada 6 a 12 meses, em média. A frequência pode aumentar se houver pressão, glicose ou colesterol alterados;
  • Após alterações em exames: retorno em 1 a 3 meses, em média, ou no prazo definido pelo médico para confirmar o resultado e acompanhar a evolução;
  • Com o avanço da idade: mamografia anual a partir dos 40 anos e rastreamento colorretal, em geral, a cada 1 ano com teste fecal ou a cada 10 anos com colonoscopia, quando indicado.

Qual o valor de um check-up geral?

No atendimento particular, um check-up geral básico costuma custar em torno de R$ 200 a R$ 500, quando reúne consulta e alguns exames laboratoriais básicos. Não existe, porém, um preço nacional único, e pacotes mais amplos podem custar bem mais. 

Há laboratórios que oferecem conjuntos de exames por cerca de R$ 100 a R$ 300, por exemplo, enquanto check-ups hospitalares com várias consultas e exames podem ultrapassar os R$ 2 mil.

Saiba, ainda, que o preço pode variar de acordo com a quantidade e o tipo de exame, a cidade, o laboratório, o valor da consulta e a necessidade de exames de imagem ou outros procedimentos. Um pacote que inclui apenas hemograma, glicemia e colesterol terá um custo muito diferente de outro que acrescenta ultrassom, mamografia, eletrocardiograma, endoscopia ou colonoscopia.

Também vale lembrar que os exames são um custo separado quando não estão incluídos em um pacote. 

É possível começar um check-up por consulta online? 

Sim, uma consulta online pode ser um primeiro passo para organizar um check-up, especialmente quando você quer conversar com um médico para entender quais exames podem fazer sentido no seu caso. 

Nesse modelo, o profissional vai conhecer o seu histórico, avaliar possíveis fatores de risco, discutir sintomas e definir quais investigações fazem sentido.

Apenas lembre-se que, a partir do momento em que um exame físico for necessário, o profissional vai então encaminhar você para um atendimento presencial.

O que pode ser avaliado durante a consulta online?

Durante uma consulta online de check-up, o médico pode conversar sobre:

  • Histórico de doenças, cirurgias e internações;
  • Histórico familiar;
  • Tratamentos em uso;
  • Alimentação, atividade física, sono, álcool e tabagismo;
  • Sintomas atuais ou que vêm se repetindo;
  • Pressão arterial, caso a pessoa tenha medidas recentes para apresentar;
  • Vacinação e medidas preventivas;
  • Resultados de exames anteriores;
  • Necessidade de novos exames;
  • Rastreamentos indicados conforme idade e fatores de risco;
  • Necessidade de acompanhamento com outro especialista.

Como funciona o acompanhamento dos resultados?

Depois que os exames ficam prontos, eles devem ser avaliados pelo profissional que os solicitou. Lembrando que um resultado fora do intervalo de referência nem sempre indica uma doença, assim como um resultado dentro da faixa de referência não elimina todos os problemas possíveis.

Esse é um acompanhamento que você pode fazer via teleconsulta, aliás. Nesse retorno, o médico pode comparar os resultados com exames anteriores, observar mudanças ao longo do tempo e relacioná-las aos seus sintomas, hábitos e histórico. 

Em alguns casos, uma alteração pode apenas pedir acompanhamento contínuo. Em outros, pode ser necessário repetir o exame, solicitar uma investigação complementar ou encaminhar para um especialista. Tudo isso será definido pelo profissional.

Como se preparar para a consulta de check-up? 

Para um check-up, você já pode chegar com informações que ajudem o médico a entender sua história e com as principais dúvidas que você gostaria de discutir. Olha só o que considerar:

  • Exames e documentos anteriores: leve resultados de exames recentes e, se possível, avaliações anteriores que ajudem a comparar mudanças ao longo do tempo. Assim você evita repetir investigações sem necessidade e consegue perceber se um resultado já estava alterado antes;
  • Histórico familiar e condições de saúde: saber quais doenças importantes aparecem na família, principalmente em parentes próximos, ajuda a identificar fatores de risco. Também vale informar doenças já diagnosticadas, cirurgias, internações e alergias;
  • Sintomas e dúvidas para conversar com o médico: se existe algum sintoma que vem incomodando, anote quando começou, com que frequência aparece e se houve alguma mudança recente. Também vale levar dúvidas sobre exames, hábitos, alimentação, sono, vacinação ou qualquer outro cuidado que você queira revisar.

Comece seu check-up com uma consulta médica online 

Um check-up não precisa começar com uma lista enorme de exames. Muitas vezes, o primeiro passo mais útil é conversar com um médico que consiga olhar para sua saúde como um todo, entender seu histórico e indicar o que realmente merece investigação.

No Olá Doutor, você pode iniciar esse cuidado com uma consulta imediata. O atendimento é via chat, então você não precisa enfrentar filas de espera ou deslocamentos, e também não precisa ligar a sua câmera.

Durante a consulta, você pode contar o que está sentindo, apresentar seus exames anteriores, falar sobre doenças na família e hábitos de saúde. A partir dessa avaliação, o médico pode orientar os próximos passos, solicitar exames quando houver indicação ou recomendar uma avaliação presencial caso ela seja necessária.

Índice

Se gostou do conteúdo, compartilhe:

Dê um Olá para sua saúde

Baixe o app do Olá Doutor e escolha como quer consultar.

Clique no botão ou escaneie o QR Code:

Veja mais

Leia também

11 set 2026

Quero fazer um check-up geral: qual médico procurar e quais exames?

09 set 2026

Médico que cuida dos rins: nefrologista ou urologista? 

07 set 2026

Qual o médico que cuida da tireoide: quando procurar