Telemedicina

Telemedicina: como os pacientes brasileiros estão recorrendo às consultas online?

Nos últimos anos, a telemedicina já deixou de ser uma alternativa usada apenas em situações de emergência ou quando não dá para chegar ao consultório. Hoje, consultar um médico pela internet pode fazer parte da rotina — seja para entender melhor um sintoma, tirar uma dúvida ou até renovar uma receita.

Mas, afinal, será que os brasileiros estão usando a telemedicina apenas para consultas e atendimento rápido? Com o crescimento dos atendimentos online, o que ainda gera insegurança na hora de escolher uma plataforma ou confiar em quem está do outro lado da tela?

Neste conteúdo, reunimos os principais dados de uma pesquisa do Olá Doutor que revela como os brasileiros usam a telemedicina em 2026, quais são suas experiências e onde ainda estão as principais dúvidas. Ao longo do conteúdo, responderemos às seguintes perguntas:

  • Para que os brasileiros mais usam a telemedicina?
  • Quantas pessoas já tiveram uma experiência com consultas online?
  • Os brasileiros estão satisfeitos com o atendimento por telemedicina?
  • Quais são as principais dúvidas sobre médicos e plataformas online?
  • Como os pacientes se preocupam com o uso de seus dados?
  • Os brasileiros sabem reconhecer um médico fake criado por IA?
  • Como identificar uma plataforma de telemedicina confiável?

 

Telemedicina funciona? Com a palavra, os pacientes  

 

Se, há alguns anos, o atendimento remoto era visto com ressalva por certos pacientes, em 2026, nossa pesquisa apenas reforça como as consultas online já figuram entre as opções consideradas na hora de resolver uma questão de saúde, seja durante uma viagem, em meio à correria do dia a dia ou no ambiente de trabalho. 

Ao longo do levantamento, por exemplo, 46% dos respondentes reforçaram já ter tido algum tipo de experiência com a modalidade, procura geralmente motivada pela avaliação rápida de sintomas (53,4%), consultas de rotina (50%), esclarecimento de dúvidas (47,6%) e, ainda, a prescrição ou renovação de medicamentos (33,6%). 

A experiência, de modo geral, tem sido positiva: enquanto 37,8% dos entrevistados mencionaram experiências positivas com consultas online, 25,4% foram além, destacando já ter se sentido mais confortáveis com o atendimento digital do que esperavam.

O nível de satisfação, vale dizer, também se reflete nas indicações: recomendar uma plataforma ou serviço de telemedicina a outras pessoas é uma experiência compartilhada por 19,2% das pessoas consideradas no estudo.

 

Confira as principais dúvidas dos pacientes sobre a telemedicina 

 

A popularização da telemedicina, no entanto, também traz novos desafios para quem busca atendimento de saúde pela internet.

Isso porque, à medida que as consultas online passam a fazer parte da rotina, o paciente precisa não apenas encontrar um serviço que atenda às necessidades, mas entender como seus dados são tratados, reconhecer quem está do outro lado e identificar se a plataforma utilizada é, de fato, confiável — pontos em que, com o avanço dos golpes e fraudes online, permanecem lacunas.  

De um lado, por exemplo, estão as dúvidas relacionadas ao uso de dados, 47% dos entrevistados ainda não sabem como seus dados são armazenados pelas plataformas, enquanto 47,6% afirmam se perguntar sobre quem, de fato, pode acessar essas informações.

De outro, estão as dúvidas sobre a autenticidade dos médicos e plataformas, cenário amplificado pelos “médicos fake” criados com inteligência artificial.

Como alerta o Conselho Federal de Medicina (CFM), trata-se de perfis que, nos últimos anos, vêm ganhando espaço nas redes com conteúdos direcionados, principalmente, a pessoas idosas. Em geral, utilizam personagens de aparência e voz realistas para divulgar orientações sem comprovação científica, bem como livros digitais e outros produtos.

Nesse contexto, nossos dados mostram que boa parte dos brasileiros ainda não se sentem aptos para identificar esse tipo de fraude, já que 34,2% apontaram pouco preparo para reconhecer imagens de médicos geradas por IA em um vídeo ou consulta.

O mesmo tipo de insegurança aparece quando o assunto são as próprias plataformas: 40,4% dos entrevistados têm dificuldade ou não saberiam reconhecer uma plataforma de telemedicina falsa, enquanto 37,8% afirmaram conseguir identificá-la apenas parcialmente.

“As empresas de telemedicina têm um papel importante quando o assunto é garantir uma experiência segura e transparente, seja reforçando validações de identidade e credenciais médicas ou ofertando mais informações para que o paciente saiba quem está prestando o atendimento”, comenta Anderson Zilli, CEO do Olá Doutor. “Em nossa plataforma, buscamos reforçar esses cuidados para que a tecnologia facilite o acesso à saúde sem abrir espaço para inseguranças que poderiam ser evitadas”, conclui ele.

Para quem ainda tem dificuldade em diferenciar uma plataforma legítima de uma falsa, os próprios entrevistados compartilham alguns caminhos que ajudam nessa identificação. 

Entre aqueles que afirmam conseguir reconhecer um serviço confiável, os principais pontos observados são o endereço e o site da plataforma (57,4%), a reputação do serviço (49,2%), o CNPJ e as informações da empresa responsável (47,8%) e comentários de outros usuários (45,6%).

Em um cenário de expansão da telemedicina, os dados reforçam o que, para muitos, não é novidade: informação e transparência fazem parte do cuidado e, em muitos casos, são decisivos para que o paciente volte a buscar atendimento online. 

 

Metodologia 

 

Para analisar a relação dos pacientes brasileiros com a telemedicina, nas últimas semanas, foram entrevistados 500 adultos (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectados à internet.

O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais.

Ao todo, os respondentes tiveram acesso a 8 questões, que abordaram a frequência com que recorrem a tais plataformas, as finalidades de uso mais comuns e as principais dificuldades de quem costuma se consultar pela internet.

A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere cada alternativa apontada pelos entrevistados.

Índice

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