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Qual médico trata alergia e rinite: diagnóstico, exames e tratamento

O otorrinolaringologista, o médico generalista, o alergologista e o pneumologista participam da avaliação da rinite alérgica, mas em situações diferentes

Para casos de rinite alérgica, daqueles que causam nariz entupido, espirros e coceira, o otorrinolaringologista, ou apenas otorrino, costuma ser um ótimo ponto de partida. Ou ainda pode inicialmente se consultar com um médico generalista, se ainda não tiver certeza sobre os seus sintomas e precisar de um direcionamento.

Passando agora para sintomas mais específicos, ou até para outros problemas de saúde que podem acompanhar a rinite e a alergia, pneumologistas e alergologistas também são caminhos válidos. 

Falando agora do problema em si, se você está aqui neste conteúdo agora, provavelmente sabe muito bem que a rinite alérgica é daquelas condições que parecem simples até você começar a conviver com elas. Tem gente que acorda espirrando todos os dias, passa a manhã fungando, dorme com a boca aberta e acha que “é só poeira”. Em outras pessoas, os olhos coçam, o sono piora e até o rendimento durante o dia sente o impacto.

Você sabia que a rinite é, na verdade, uma inflamação do revestimento interno do nariz, e que nem toda rinite é causada por uma alergia?

Neste artigo, você vai entender todos os detalhes sobre esse problema. Olha só o que vai encontrar nesta leitura:

  • Qual o melhor especialista para tratar rinite alérgica;
  • Qual é a relação entre alergia e rinite;
  • Quais são os 3 tipos de rinite;
  • Quando os sintomas de alergia e rinite exigem atendimento médico;
  • Qual exame é feito para detectar rinite alérgica;
  • Qual alergia causa tontura;
  • Como funciona o tratamento da rinite alérgica.

Se nariz entupido e caixa de lenços já viraram companhias constantes no seu dia, vem entender melhor o que está acontecendo.

Qual o melhor especialista para tratar rinite alérgica? 

O otorrinolaringologista, o médico generalista, o alergologista e o pneumologista participam da avaliação da rinite alérgica, mas em situações diferentes. Para sintomas concentrados no nariz, crises frequentes ou dificuldade para respirar bem por ele, o otorrino costuma ser um ótimo começo.

Vamos juntos ver onde cada médico entra?

Otorrinolaringologista

O otorrino pode iniciar uma investigação sobre os sintomas que você apresenta, para analisar se eles parecem de fato ser uma rinite, ou se há uma outra alteração junto. Durante o atendimento, médico e paciente vão conversar sobre a frequência, a duração e o gatilho das crises.

É por isso que você pode inicialmente procurar esse profissional por meio de uma consulta online, aliás. E se ele concluir que é necessário um exame presencial (para identificar situações como desvio de septo e aumento de algumas estruturas internas, por exemplo), não se preocupe: ele irá passar essas orientações para você.

Voltando aos sintomas, buscar um otorrino é o ideal quando seu nariz vive congestionado, quando a respiração acontece majoritariamente pela boca, quando parte do olfato foi perdida ou quando há crises repetidas de sinusite. 

Outro motivo para buscar ajuda profissional é quando um lado do seu nariz para sempre estar mais fechado que o outro. Assim, o otorrino te ajuda a entender se o problema vem de uma alergia ou se tem relação com a anatomia do seu nariz.

Médico generalista

O médico generalista é uma boa primeira escolha quando os sintomas começaram há pouquíssimo tempo, ainda são leves ou você nem sabe se o que tem é rinite, resfriado, sinusite ou outra condição respiratória.

Vale procurar esse médico quando os seus dias estiverem marcados por espirros frequentes, coceira no nariz, coriza transparente, nariz entupido ou irritação na garganta, principalmente quando você ainda está tentando entender o padrão dessas crises.

Durante a conversa, o generalista vai te perguntar também sobre febre, dores no corpo, duração dos sintomas e contato com pessoas doentes, que são detalhes úteis para diferenciar alergia de uma infecção respiratória.

Se o conjunto da análise indicar que é hora de uma investigação mais direcionada, ele orienta qual área de atuação faz mais sentido a partir dali.

Alergologista

O alergologista entra quando é importante entender quais substâncias desencadeiam as crises e como o sistema de defesa do organismo está reagindo a elas.

Ácaros da poeira, fungos, descamação de cães e gatos e pólens estão entre os alérgenos respiratórios mais conhecidos, no entanto, apenas ter contato com tudo isso não basta para confirmar uma alergia: ainda é preciso conectar o que acontece na rotina com a avaliação médica e, em alguns casos, fazer alguns testes específicos.

O acompanhamento com um alergologista também é indicado quando a rinite coexiste junto com quadros de asma, conjuntivite alérgica ou dermatite atópica.

Pneumologista

Quando os sintomas do nariz vêm acompanhados de sinais respiratórios que chegam até o peito, o cuidado precisa contar com um pneumologista também. É o caso de quadros que apresentam tosse recorrente e chiados no peito.

Por isso, se a sua crise começou com espirros e nariz entupido, mas agora está causando dificuldade para respirar também, não esqueça de contar isso durante a consulta. Lembre-se que nariz e pulmões fazem parte do mesmo sistema respiratório, e olhar só para uma parte deixaria informação importante de fora.

Qual é a relação entre alergia e rinite?

Uma rinite pode ser alérgica, e isso acontece quando o sistema imunológico identifica substâncias normalmente inofensivas como uma ameaça e desencadeia uma reação inflamatória na mucosa do nariz. Essas substâncias recebem o nome de alérgenos.

Vamos explicar isso com uma situação bem comum e que você provavelmente já viveu: logo depois de abrir um armário que estava fechado há meses, os espirros começam, o nariz coça e fecha. Se existe alergia aos ácaros ou a componentes daquela poeira, o sistema de defesa reconhece o contato como uma ameaça e inicia uma reação inflamatória dentro do nariz.

É essa inflamação que dá origem aos sintomas, e geralmente os gatilhos mais frequentes são:

  • Ácaros presentes na poeira doméstica;
  • Fungos e mofo;
  • Descamação da pele e pelos de animais;
  • Pólen (principalmente em algumas regiões e épocas do ano).

Além disso, fumaça, poluição, produtos com cheiro forte, ar frio e mudanças bruscas de temperatura também agravam crises em muita gente, embora nem todos funcionem como uma alergia propriamente dita.

A título de informação, saiba que, na rinite alérgica, você sente coçar o nariz, os olhos e, às vezes, o céu da boca. Espirros em sequência e coriza clara são outros sinais característicos.

Agora, febre e dor forte no corpo apontam mais para uma infecção do que para uma crise de rinite alérgica.

Quais são os 3 tipos de rinite?

A rinite costuma ser dividida em alérgica, infecciosa e não alérgica. Todas envolvem inflamação ou irritação do nariz, mas o motivo por trás dos sintomas muda bastante. Veja só:

  • Rinite alérgica: surge quando o sistema de defesa reage a um alérgeno. Coceira, espirros repetidos, coriza clara e congestão nasal são muito comuns. As crises tendem a aparecer ou piorar diante de gatilhos específicos, como poeira, ácaros, mofo ou contato com animais;
  • Rinite infecciosa: aparece durante infecções das vias respiratórias, como resfriados. Além da congestão e da coriza, entram na história outros sinais típicos de infecção, como mal-estar, dor de garganta e, conforme a causa, febre. Diferentemente da rinite alérgica, existe um agente infeccioso por trás do quadro;
  • Rinite não alérgica: aqui não existe uma alergia comprovada nem necessariamente uma infecção. O nariz reage a fatores como mudanças de temperatura, ar frio, fumaça, cheiros intensos, ou alimentos muito quentes e apimentados. Em muitas pessoas, a principal queixa é nariz entupido ou escorrendo.

Existe ainda a rinite mista, quando mais de um mecanismo participa dos sintomas. Uma pessoa com alergia aos ácaros, por exemplo, também enfrenta piora forte diante de fumaça ou mudanças de temperatura. 

Aliás, nenhuma dessas rinites é necessariamente “mais grave” que as outras. O que de fato pesa na avaliação dos casos é a intensidade, a frequência e o impacto no sono, na respiração e na rotina.

Quando os sintomas de alergia e rinite exigem atendimento médico?

Você pode buscar um médico, inclusive de maneira online, quando notar espirros, coceira, coriza e nariz entupido sem sinais de gravidade. 

Esse atendimento inicial vai ser útil para entender há quanto tempo os sintomas existem, o que costuma causar as crises e se o quadro realmente parece ser uma rinite alérgica. Também é aconselhável se consultar quando as crises vivem voltando, a qualidade do sono tenha sido afetada ou quando você precisa analisar exames anteriores e organizar a continuidade do cuidado.

Já alguns cenários pedem avaliação presencial. É o caso de febres persistentes, dores forte na face, secreção com sangue recorrente, perda importante do olfato, dor intensa no ouvido ou sintomas que pioram rapidamente, pois situações assim geralmente necessitam de exames físicos mais detalhados.

Atenção: falta de ar importante, chiado intenso, inchaço de língua, lábios ou garganta, dificuldade para engolir, confusão e perda de consciência exigem atendimento presencial de urgência, já que não se tratam de uma crise simples de rinite. Além disso, quando aparecem logo após o contato com algum alimento, uma picada de inseto ou outra substância associada a alergias, também levantam a suspeita de uma reação alérgica grave. 

Qual exame é feito para detectar rinite alérgica?

Alguns dos exames que podem ser solicitados para ajudar na investigação de um caso de rinite alérgica são:

  • Teste cutâneo de alergia: avalia a reação da pele a pequenas quantidades de alérgenos. No exame, gotas são colocadas sobre a pele, muitas vezes no antebraço, e a região recebe uma picadinha superficial. Depois de alguns minutos, o médico observa se surgiu uma pequena elevação avermelhada e com coceira. Um resultado positivo mostra sensibilização, mas precisa combinar com aquilo que realmente desencadeia sintomas na rotina;
  • Exames de sangue: ajudam a investigar anticorpos chamados IgE relacionados a determinadas substâncias. Se o seu caso indica uma possível alergia a ácaros, fungos ou componentes de animais, por exemplo, o médico escolhe quais itens fazem sentido investigar;
  • Endoscopia nasal: serve para olhar por dentro do nariz com muito mais detalhe. O médico introduz delicadamente um aparelho fino com câmera pelas narinas e observa regiões que não ficam visíveis apenas olhando com uma luz comum. O exame ajuda a identificar secreções, pólipos, alterações anatômicas e sinais de outros problemas que imitam ou acompanham a rinite.

Além dos exames, o diagnóstico considera também os detalhes sobre os seus sintomas.

Qual alergia causa tontura? 

Embora a rinite alérgica esteja entre as condições que podem estar associadas à sensação de desequilíbrio, a tontura não é um sintoma típico. Logo, se ambos os problemas aparecerem juntos, é necessário investigar se existe alguma alteração no ouvido ou outra causa para o desconforto.

Isso acontece porque o nariz e o ouvido médio são conectados pela tuba auditiva, um pequeno canal que ajuda a equilibrar a pressão dentro do ouvido. Quando a rinite provoca inflamação nessa região, o funcionamento desse canal pode ficar prejudicado, e é daí surgem sintomas como ouvido tampado, estalos e audição abafada.

Em algumas situações, há quem relate sensação de instabilidade também, mas ainda assim existe uma diferença entre sentir o ouvido pressionado ou o corpo desequilibrado e ter vertigem, aquela impressão de que tudo está girando. A vertigem tem diversas causas, e não é correto atribuí-la à rinite sem uma avaliação médica.

E tem mais: a anafilaxia, uma reação alérgica grave que pode provocar queda da pressão arterial e sensação de desmaio. Quando isso acontece, especialmente junto de falta de ar, inchaço na língua ou garganta ou outros sinais de reação intensa, é necessário procurar atendimento presencial de emergência.

Quando a tontura pode indicar outro problema 

A tontura precisa de uma investigação própria quando é frequente e intensa. Também deve ser avaliada se começou de repente e se aparece junto de outros sintomas.

Durante uma consulta, é importante que você consiga descrever exatamente o que está sentindo para que o profissional consiga analisar o seu caso. Por isso, se não souber muito bem como colocar a sua tontura em palavras, aqui vão alguns “tipos” comuns e o que causam:

  • Vertigem: sensação de que você ou o ambiente está girando;
  • Desequilíbrio: dificuldade para ficar firme ou caminhar normalmente;
  • Cabeça leve: sensação estranha de flutuação ou de estar “aéreo”.

Problemas do ouvido interno, alterações da pressão, desidratação, anemia, mudanças na glicose, questões neurológicas e cardiovasculares estão entre as várias explicações investigadas conforme o caso. Se a tontura é leve, recorrente e você não sabe qual médico procurar, um generalista ajuda a organizar essa primeira investigação.

Agora, procure atendimento presencial de urgência diante de tonturas súbitas com dificuldade para falar, perda de força ou sensibilidade de um lado do corpo, alteração importante da visão, desmaio, dor forte no peito, dificuldade para caminhar ou dor de cabeça muito intensa e diferente do habitual.

Como funciona o tratamento da rinite alérgica? 

Controle do ambiente e imunoterapia são algumas das estratégias usadas, mas isso vai depender de quais são os sintomas do paciente e do que foi investigado. De qualquer forma, o tratamento da rinite serve para reduzir as crises, controlar a inflamação e diminuir o contato com os gatilhos que causam o problema.

Vamos entender em detalhes os possíveis tratamentos?

Controle dos alérgenos

Aqui, a ideia é reduzir a exposição às substâncias que comprovadamente desencadeiam as crises. Algumas das mudanças que fazem parte desse controle são:

  • Ácaros: as orientações costumam envolver uma atenção especial à roupa de cama, ao colchão, aos travesseiros, aos tapetes, às cortinas e aos objetos que acumulam poeira;
  • Fungos e mofo: a estratégia foca em controlar a umidade e corrigir infiltrações; 
  • Animais: o cuidado envolve reduzir o contato com os alérgenos presentes na saliva, na descamação da pele e em outras secreções dos animais. Evitar que eles entrem no quarto e reforçar a limpeza dos ambientes são algumas das medidas;
  • Fumaça e cheiros fortes: embora não sejam necessariamente alérgenos, são irritantes que agravam os sintomas da rinite. Por isso, talvez sejam dadas orientações sobre evitar fumaça de cigarro, perfumes intensos, produtos de limpeza muito perfumados e outros cheiros que provoquem desconforto.

Importante: todas essas medidas são prescritas somente quando se confirma a causa das crises, então não é necessário que você tome atitudes por conta própria na tentativa de aliviar os sintomas. O ideal é sempre procurar um médico.

Além disso, lembramos que o objetivo dessas mudanças é, com o tempo, reduzir a frequência e a intensidade das crises, e não eliminar completamente a rinite da sua vida.

Imunoterapia

A imunoterapia se trata de um tratamento voltado a alérgenos específicos, indicado para algumas pessoas com alergia confirmada. 

A proposta aqui é treinar o sistema de defesa para reagir menos intensamente à substância que desencadeia as crises. Ou seja, em vez de apenas lidar com o sintoma quando ele aparece, o tratamento trabalha a resposta alérgica ao longo do tempo.

A imunoterapia costuma ser feita por via subcutânea, com aplicações sob a pele, ou por via sublingual, com o produto colocado sob a língua. O processo é gradual e exige um acompanhamento que pode durar anos. 

Antes de iniciar, porém, é necessário identificar quais alérgenos realmente têm relação com os sintomas. Para isso, para além da escuta dos sintomas, geralmente é feito também um teste cutâneo ou um exame de sangue.

Não espere outra crise começar para cuidar da sua respiração

Conviver com um nariz entupido atrapalha seu sono, sua concentração e, claro, sua qualidade de vida como um todo. Então, não precisa passar meses repetindo “é minha rinite atacada” quando é tão fácil iniciar um tratamento e finalmente entender o que está desencadeando as suas crises.

Pelo Olá Doutor, você encontra otorrinolaringologistas para conversar sobre sintomas de rinite e outros problemas do nariz, e pode fazer isso por meio de uma Consulta Imediata ou Agendada.

Se preferir, também pode começar por um médico generalista, que é o caminho ideal para quando você não sabe se está enfrentando uma rinite alérgica, um resfriado, uma sinusite ou outra coisa.

É só baixar o app, escolher a forma de atendimento e começar a conversa de onde estiver, sem filas e sem complicar ainda mais um nariz que já está dando trabalho suficiente.

Lembrando que, se houver falta de ar importante, inchaço de língua ou garganta, desmaio ou outro sinal de reação grave, a orientação muda: procure atendimento presencial de urgência.

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