Em casos de queda de cabelo, afinamento dos fios ou falhas no couro cabeludo, um bom ponto de partida para entender o que está acontecendo é buscar um dermatologista.
Aliás, antes de começar a leitura, o que acha de fazer um teste rápido para saber se a sua queda está dentro (ou não) da normalidade? Responda com sinceridade: a quantidade de cabelo que fica no ralo aumentou muito ultimamente? A risca do seu cabelo tem parecido mais larga nas fotos? O rabo de cavalo está mais fino? Surgiu uma falha de formato redondo onde antes havia apenas cabelo?
Se a resposta para qualquer uma dessas perguntas foi “sim”, te aconselhamos a continuar nessa leitura com a gente e entender porque vale a pena investigar o problema. Para você ter ideia, calvície, estresse, parto, alterações hormonais, doenças do couro cabeludo e até deficiências nutricionais podem estar por trás dessas quedas e falhas.
Para te ajudar a entender quando procurar atendimento, neste artigo vamos conversar sobre:
- Qual médico cuida da queda de cabelo;
- Quais são as principais causas da queda de cabelo;
- Quando procurar um médico por causa da queda de cabelo;
- Quais exames um dermatologista pode pedir para queda de cabelo;
- Qual vitamina falta quando cai muito o cabelo;
- Como funciona a consulta online para queda de cabelo.
Vamos lá?
Qual médico cuida da queda de cabelo?
O dermatologista é o principal médico para investigar a situação quando o seu cabelo está caindo além do normal, já que sua formação inclui doenças da pele, dos fios, das unhas e do couro cabeludo. Ele consegue diferenciar, por exemplo, um cabelo que está se soltando em grande quantidade de outro que está ficando progressivamente mais fino.
Dependendo do que surgir nessa primeira avaliação, outros médicos também entram no cuidado. Em casos de alterações importantes da tireoide, do ciclo menstrual ou outros sinais hormonais, por exemplo, é possível que você precise se consultar com um endocrinologista também.
Além disso, se os sinais ainda forem bastante iniciais e você nem sequer tem certeza de que está passando por uma queda anormal de cabelo, um médico generalista é uma excelente alternativa nesse primeiro passo.
Diferença entre dermatologista e tricologista
Embora o tricologista se dedique à saúde capilar, esse título não indica uma formação médica específica, já que a tricologia não é oficialmente reconhecida no Brasil. Dermatologistas, por sua vez, são médicos cuja área de atuação se concentra em doenças da pele, dos cabelos, das unhas e do couro cabeludo.
Dessa maneira, uma pessoa que se apresenta como tricologista pode ser também dermatologista, ter outra formação na área da saúde ou atuar com cuidados capilares sem ser médica.
Já um dermatologista pode aprofundar seus conhecimentos em tricologia e concentrar seus atendimentos em problemas capilares. Nesse caso, reúne a formação médica em Dermatologia com uma atuação mais direcionada aos cabelos e ao couro cabeludo.
Quais são as principais causas da queda de cabelo?
Fatores genéticos, alterações hormonais, estresse, deficiências nutricionais, doenças no couro cabeludo e mudanças no organismo após o parto ou alguma doença estão entre as principais razões pelas quais o seu cabelo pode cair.
A seguir, te explicamos melhor o que acontece em cada caso.
Calvície e histórico familiar
A calvície também leva o nome de alopecia androgenética e, ao contrário do que algumas pessoas acreditam, ela se trata de um afinamento progressivo dos fios e não de uma queda repentina de grandes tufos. Nela, cada novo fio tende a nascer mais fino e menor e é por isso que a mudança é bem discreta no começo.
Nos homens, as “entradas” avançam e a região da coroa começa a ficar mais aberta. Nas mulheres (sim, a calvície também pode afetar mulheres), é comum perceber a risca central ficando cada vez mais larga e o couro cabeludo mais visível no topo da cabeça.
Aqui, o histórico familiar conta bastante e de fato ajuda a levantar uma suspeita, mas não significa que uma pessoa com casos de calvície na família com certeza terá o problema também.
E há ainda outra curiosidade: embora exista uma relação entre hormônios e calvície, muitas pessoas com alopecia androgenética apresentam exames hormonais dentro da normalidade. Nesses casos, a queda está relacionada à maior sensibilidade dos folículos capilares geneticamente predispostos à ação desses hormônios, especialmente da di-hidrotestosterona (DHT).
Queda após doenças, estresse ou parto
Existe uma condição chamada eflúvio telógeno, que pode ser a causa da queda em grande quantidade após uma doença, cirurgia, parto, dieta muito restritiva ou período de estresse intenso.
Isso acontece porque o cabelo tem um ciclo natural de crescimento, repouso e queda. Então, após um evento que afeta o organismo, mais fios do que o habitual entram na fase de repouso e acabam caindo em um intervalo próximo.
Em geral, essa queda costuma aparecer de dois a três meses depois do evento que a desencadeou. Ou seja, alguém que percebe muito mais cabelo no ralo em setembro pode estar sentindo os efeitos de uma cirurgia ou doença que teve em junho, por exemplo.
Além disso, esse tipo de queda provavelmente vai ser mais difuso e bem distribuído pelo couro cabeludo, em vez de causar falhas isoladas.
Na maioria dos casos agudos, os fios voltam a crescer gradualmente após a resolução da causa. Mas, se a queda persistir por vários meses, for muito intensa ou vier acompanhada de afinamento progressivo, vale procurar um dermatologista para investigar outras condições associadas.
Alterações hormonais e doenças do couro cabeludo
Alterações da tireoide, desequilíbrios hormonais e doenças inflamatórias ou autoimunes também podem provocar queda de cabelo.
Em mulheres, por exemplo, o afinamento capilar associado a menstruação irregular, acne ou aumento de pelos no rosto e no corpo pode levantar suspeitas de alterações hormonais, como a síndrome dos ovários policísticos.
Já casos de coceira, vermelhidão, ardência, crostas ou descamação indicam a possibilidade de alguma doença que esteja afetando diretamente o couro cabeludo, o que exige um tratamento específico.
Entre as condições autoimunes, uma das mais conhecidas é a alopecia areata, na qual o sistema imunológico ataca os folículos capilares. Ela costuma provocar falhas arredondadas, lisas e bem delimitadas, embora também possa se manifestar de outras formas. Há ainda as alopecias cicatriciais, doenças inflamatórias capazes de destruir os folículos e causar perda permanente dos cabelos.
Queda de cabelo feminina e masculina
Embora homens e mulheres compartilhem várias das mesmas causas de queda, o padrão da calvície aparece de formas diferentes.
As entradas e a perda de densidade na coroa são os sinais que mais chamam atenção no homem. Com o avanço do quadro, essas regiões se aproximam e deixam uma área maior do couro cabeludo exposta.
Já na mulher, a linha da frente geralmente permanece mais preservada. O que chama atenção é o topo da cabeça ficando menos denso, especialmente ao redor da risca.
Dito isso, essas diferenças são mais características da calvície do que da queda de cabelo em geral. Uma mulher também pode apresentar eflúvio após uma doença, parto ou período de grande estresse. Da mesma forma, um homem pode desenvolver alopecia areata, alterações da tireoide ou inflamações do couro cabeludo.
Quando procurar um médico por causa da queda de cabelo?
Quando a queda mudou de padrão, está durando demais, criou falhas ou veio acompanhada de alterações no couro cabeludo, é importante procurar um dermatologista para começar a investigar o que está acontecendo.
Na dúvida, fique de olho nestes sinais:
- Queda persistente, falhas e afinamento dos fios: um banho com mais cabelo no ralo de vez em quando é normal, mas se a quantidade permanece claramente maior durante semanas, surgem áreas sem cabelo, a risca vai abrindo ou o couro cabeludo começa a aparecer onde antes era coberto, é hora de buscar um profissional.
- Coceira, dor e descamação no couro cabeludo: inclui caspa intensa, feridas, crostas, vermelhidão, ardência ou sensibilidade, pois podem ser causadas por infecções e doenças inflamatórias.
Dica: se você ainda está identificando sinais bastante iniciais relacionados à sua saúde capilar, também pode buscar um médico generalista para uma primeira conversa. Se esse profissional julgar necessário, ele vai te encaminhar para um dermatologista.
O que fazer para o cabelo parar de cair urgente?
Embora muitos produtos prometam fazer o seu cabelo parar de cair, essas quedas podem ter causas variadas, então não existe uma solução universal que interrompa o problema de um dia para o outro. O ideal é sempre procurar um dermatologista para então começar o tratamento adequado.
E por falar em promessa, elas são abundantes por aí, não é? Basta pesquisar “como parar a queda de cabelo” para encontrar shampoos fortalecedores, tônicos milagrosos, gominhas de vitaminas e fórmulas que garantem fios mais fortes em poucas semanas. Mas será que funcionam de verdade?
Vamos começar pelos shampoos antiqueda. Eles podem ajudar a limpar o couro cabeludo, controlar a oleosidade, tratar a caspa ou reduzir a quebra dos fios, dependendo da composição. Em outras palavras, eles servem para tornar o seu couro cabeludo uma área mais saudável e viabilizar um crescimento mais saudável dos fios.
O que eles geralmente não conseguem fazer é interromper uma queda causada por alterações hormonais, predisposição genética ou mudanças no ciclo de crescimento do cabelo. Afinal, um fio que quebra durante a escovação não é a mesma coisa que um fio que cai pela raiz.
Com as vitaminas para cabelo, o cuidado precisa ser ainda maior. Inclusive, é bem comum vermos a biotina e o ferro sendo recomendados para estancar quedas ou estimular o crescimento do cabelo, só que tratamentos iniciados por conta própria não resolvem a queda quando não existe uma deficiência nutricional.
Se os seus níveis de ferro, por exemplo, já estão adequados, tomar mais ferro não vai necessariamente fazer seu cabelo crescer. Pelo contrário: o excesso de alguns nutrientes, como vitamina A e selênio, pode até contribuir para a queda.
Na dúvida, além de procurar um profissional, prefira cuidados simples na rotina: evite penteados que puxam demais os fios, reduza o uso excessivo de calor e produtos agressivos, e mantenha uma alimentação equilibrada. Essas medidas não substituem o tratamento, é claro, mas ajudam a preservar o seu cabelo.
Quais exames um dermatologista pode pedir para queda de cabelo?
Para investigar as causas de queda do cabelo, os exames mais comuns são:
- Avaliação do couro cabeludo e tricoscopia: o dermatologista observa a distribuição da queda, a espessura dos fios, a pele, falhas e sinais de inflamação. Na tricoscopia, um aparelho com aumento permite enxergar fios e couro cabeludo com muito mais detalhe, sem cortar nem retirar o cabelo. A ideia aqui é analisar diferenças no diâmetro dos fios, fios quebrados e características dos folículos.
- Exames de sangue conforme a suspeita clínica: entram quando existe a possibilidade de quadros de anemia, alterações da tireoide, deficiência nutricional ou alguma questão hormonal.
- Biópsia do couro cabeludo em casos selecionados: se trata da retirada de uma pequena amostra da pele para análise no microscópio. Não é um exame frequentemente solicitado, já que faz mais sentido quando o diagnóstico continua duvidoso ou existe a suspeita de doenças inflamatórias que lesionam os folículos.
Mas não se preocupe: nenhum desses procedimentos deve ser uma escolha sua. É o médico que vai avaliar o seu caso e indicar somente aquilo que é necessário para a sua situação.
Qual vitamina falta quando cai muito o cabelo?
A queda de cabelo pode estar relacionada à falta de vitamina D, biotina e outros nutrientes, como ferro, zinco e proteínas, no entanto, não existe uma vitamina cuja deficiência explique todos os casos de queda. Para descobrir se a alimentação tem alguma participação no problema, o dermatologista precisa antes avaliar seus hábitos, sintomas e histórico de saúde.
E por falar nisso, a gente sabe que você já deve ter visto nas redes sociais muitas indicações de vitaminas e tratamentos para o cabelo. Essas abordagens até podem ajudar alguém que de fato tenha uma deficiência nutricional diagnosticada, mas isso definitivamente não quer dizer que o mesmo suplemento vai funcionar para você.
Vamos desmistificar juntos essas questões?
Investigação de deficiências nutricionais
Para saber se o seu organismo está precisando de algum nutriente importante para o crescimento dos fios, existe a investigação nutricional. Ela costuma ser solicitada pelo dermatologista quando você passou por alguma dieta restritiva demais, perdeu bastante peso em pouco tempo, fez uma cirurgia bariátrica ou tem alguma condição que dificulta a absorção de nutrientes.
Curiosidade: sabia que parte do excesso de vitaminas do complexo B e C é eliminada pela urina? É por isso que tratamentos por conta própria podem não surtir nenhum efeito, já que aumentar a dose de uma vitamina não fará o cabelo aproveitar mais esses nutrientes automaticamente.
Além disso, as vitaminas A, D, E e K, por outro lado, podem ser armazenadas pelo organismo, e o excesso de algumas delas pode causar problemas de saúde.
Indicação de tratamentos conforme a avaliação médica
Se a queda estiver relacionada a uma deficiência nutricional, aí sim o tratamento pode incluir a reposição do nutriente que está faltando. De qualquer forma, é o dermatologista que vai avaliar a necessidade, a dose e o acompanhamento, porque corrigir uma deficiência é diferente de tomar um suplemento para tentar acelerar o crescimento dos fios.
Inclusive, se os exames nutricionais estiverem normais, obviamente um tratamento vitamínico não vai resolver o que é, na verdade, um problema de calvície genética, alteração na tireoide ou qualquer outra doença do couro cabeludo.
E há também situações, como alguns casos de eflúvio telógeno após uma doença ou um parto, em que o cabelo recupera gradualmente seu ciclo de crescimento conforme o organismo se restabelece.
Como funciona a consulta online para queda de cabelo?
Em uma consulta online, o médico pode começar a investigar as causas da sua queda de cabelo, além de dar continuidade ao cuidado da sua saúde capilar, caso você precise de um profissional para analisar exames que já foram feitos, por exemplo.
Se a teleconsulta com um generalista ou um dermato for a sua primeira, vale compartilhar algumas informações sobre o caso:
- Histórico da queda: conte quando começou, se os fios caem por toda a cabeça ou em regiões específicas e se surgiram entradas, falhas ou afinamento.
- Mudanças na saúde: mencione doenças recentes, cirurgias, parto, estresse intenso, perda de peso, alterações hormonais e casos de calvície na família.
- Tratamentos: informe o que toma atualmente e quais produtos ou tratamentos capilares já experimentou, mesmo aqueles comprados por conta própria.
- Fotos do cabelo: se possível, separe imagens antigas e atuais, de ângulos semelhantes. Fotos da frente, do topo e das laterais ajudam a observar mudanças na densidade dos fios.
- Exames anteriores: tenha por perto resultados recentes, receitas e relatórios de outras consultas. Eles podem evitar investigações desnecessárias.
E não se preocupe: conforme a conversa avança, o próprio profissional vai fazer as perguntas que achar pertinentes para entender o que está acontecendo. Ele também poderá solicitar exames ou indicar a necessidade de uma avaliação profissional, se for o caso.
Quando é necessária uma avaliação presencial?
Quando o dermatologista precisa examinar o couro cabeludo com instrumentos próprios ou realizar algum procedimento, uma consulta presencial é indispensável. É o caso de quem precisa passar por um teste de tração dos fios ou uma biópsia.
Também pode fazer mais sentido examinar presencialmente quando as fotos não mostram bem a alteração em questão ou quando existem inflamações importantes, feridas e secreção.
Seu cabelo mudou? Você não precisa esperar a falha ficar maior
Sabe aquela fase em que o cabelo começa a cair mais e a primeira reação é comprar um shampoo antiqueda ou pedir indicação de algum produto que fez milagre para uma conhecida?
Pois é. A gente costuma tentar resolver a queda de cabelo em casa antes mesmo de descobrir por que ela começou. Só que, enquanto algumas causas são passageiras, outras precisam de tratamento para evitar que a perda dos fios avance.
E você não precisa esperar aparecer uma falha enorme para procurar ajuda! Um dermatologista ou médico generalista pode avaliar seus sintomas, investigar possíveis causas e orientar os próximos cuidados.
Pelo Olá Doutor, você encontra esses profissionais sem precisar sair de casa ou enfrentar filas de espera: ambos estão disponíveis nas modalidades de Consulta Imediata e Consulta Agendada.
Então, antes de investir em mais um frasco de vitaminas, que tal investir em descobrir o que seu cabelo está tentando mostrar? Baixe o app Olá Doutor e encontre um médico para começar essa investigação.